Mercado Livre inicia piloto de venda de medicamentos
Varejista roda testes na cidade de São Paulo como parte de plano iniciado no ano passado, com a aquisição da farmácia Cuidamos
O Mercado Livre dá mais um passo rumo à diversificação de oferta com o teste de vendas de medicamentos no marketplace.
A partir desta terça-feira, 31, consumidores da região metropolitana de São Paulo, inicialmente de bairros como Vila Mariana, Paraíso e Itaim, terão acesso à uma página dentro da plataforma para a compra de medicamentos de venda livre, como analgésicos, antiácidos e vitaminas.

(Créditos: Tamakhin Mykhailo/Shutterstock)
Com prazo de entrega estimado em até 3 horas, a varejista salienta o monitoramento das vendas dos itens a fim de garantir a procedência, validade e segurança sanitária. Também estará à disposição dos clientes um canal de contato direto com farmacêuticos para maiores orientações sobre os medicamentos.
De acordo com Tulio Landin, diretor sênior de Marketplace do Mercado Livre no Brasil, em nota à imprensa, a operação piloto permitirá que a companhia aprenda e evolua na ampliação do acesso a medicamentos no Brasil.
“Hoje, o consumidor ainda enfrenta limitações tanto no ambiente online, com poucas opções, quanto no físico, onde é comum lidar com falta de produtos, dificuldade de comparar preços e distância dos estabelecimentos. Na plataforma, o cliente terá acesso 24 horas a um catálogo amplo e transparente, com preços competitivos e avaliações de outros usuários — elementos que incentivam a concorrência saudável e geram benefícios diretos ao bolso do brasileiro”, afirma o executivo.
O Mercado Livre indica que, posteriormente, o raio da oferta poderá ser expandido.
Os planos da companhia para o setor farmacêutico tiveram início ainda no ano passado, com aprovação da aquisição da farmácia Cuidamos.
A RDC 44/2009, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), proíbe a venda de medicamentos por meio do modelo 3P dos marketplaces. Página do Mercado Livre dedicada a vendedores alerta sobre o conjunto de normas e categorias do órgão para a comercialização de determinados produtos no Brasil.
Para o caso de medicamentos sujeitos ou não à prescrição médica, especificamente, é proibido o anúncio, a não ser que sejam vendidos via Mercado Livre Farma.