sustentabilidade

Rock in Rio e AXIA descarbonizam 100% do festival

Parceria com AXIA Energia prevê neutralização de toda a pegada de carbono, incluindo deslocamento de público

i 22 de julho de 2026 - 6h06

Rock in Rio AXIA

(Crédito: Photocarioca/Shutterstock)

Em parceria com a AXIA Energia, neste ano, pela primeira vez em sua história, o Rock in Rio irá descarbonizar 100% da experiência do festival, que acontecerá nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro.

Isso inclui o festival em si, mas também o deslocamento dos participantes, desde público, artistas, fornecedores e funcionários, até a Cidade do Rock, nome dado ao local onde o evento é realizado, no Rio de Janeiro.

Desde 2006, o festival compensa 100% das emissões de carbono geradas dentro da Cidade do Rock. No entanto, quase 70% da pegada de carbono associada ao Rock in Rio vem do transporte do público.

“A parceria com a AXIA Energia mostra a força que existe quando grandes marcas unem propósito, conhecimento e capacidade de realização para transformar compromissos em ações concretas, mensuráveis e compatíveis com a dimensão do Rock in Rio”, diz Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, empresa que criou e organiza o Rock in Rio e o The Town e produz o Lollapalooza Brasil.

Com a iniciativa, o festival estima compensar aproximadamente 50 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), que equivale a retirar 18.826 carros a combustível fóssil de circulação por ano no Brasil.

Como será feita a compensação do Rock in Rio?

Essa compensação será realizada integralmente pela AXIA Energia por meio de três instrumentos: plantio de mudas, créditos de carbono e certificados de energia renovável ainda este ano, segundo Leandra Peres, diretora de comunicação e marketing institucional da empresa. Apesar disso, a executiva ressalta que a neutralização em si deve ocorrer no longo prazo.

Parte dessa compensação virá da doação de 15 mil mudas, que devem neutralizar o equivalente a 6.328 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e). As 43.672 toneladas de CO2e restantes serão compensadas por meio de créditos de carbono oriundos da geração de energia renovável da Usina Hidrelétrica Teles Pires, localizada entre Pará e Mato Grosso.

O projeto é registrado na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e alinhado ao Protocolo de Quioto, com o objetivo de garantir credibilidade internacional e conformidade com padrões globais de mitigação climática. Além disso, para neutralizar o consumo de energia elétrica do festival, a AXIA Energia ainda emitirá cerca de 4 mil Certificados de Energia Renovável (RECFY), equivalentes a 4 mil MWh.

A companhia também doará mais de 1 milhão de sementes para iniciativas de restauração florestal. “Esse volume tem potencial para capturar cerca de 428 mil toneladas de carbono ao longo do tempo e pode contribuir para o reflorestamento de até 900 hectares, uma área equivalente a aproximadamente 900 campos de futebol”, reforça Leandra.

As mudas e sementes são provenientes da Ilha de Germoplasma, que faz parte de ações previstas no licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. A ilha, com 129 hectares, tem mais de 100 mil árvores de 220 espécies nativas e funciona como um laboratório natural de conservação florestal.

Segundo a diretora, a doação está prevista para ocorrer entre o fim de setembro e novembro, período considerado mais adequado para o plantio na região em função das condições climáticas.

A ação será realizada por meio do Instituto Socioambiental (ISA), parceiro do Rock in Rio desde o projeto Amazônia Live, e o plantio acontecerá na região de Água Boa e Canarana, no Mato Grosso, onde o ISA já desenvolve projetos de restauração ambiental em conjunto com organizações locais.

Leandra ressalta que o monitoramento dos resultados faz parte da iniciativa, mas que a gestão e manutenção das áreas restauradas ficarão sob responsabilidade do ISA e de seus parceiros na região, que já possuem experiência nesse tipo de trabalho de longo prazo.

Participação do público

Para garantir descarbonização total do Rock in Rio 2026, o público, incluindo fornecedores e funcionários, contribuirá para o mapeamento das emissões relacionadas à mobilidade, por meio de informações relacionadas ao seu deslocamento, o que permitirá um cálculo mais preciso do impacto gerado.

Uma equipe de apoio irá coletar esses dados por meio de questionários aplicados ao público durante o festival. Ao final dos seus sete dias de duração, os dados serão consolidados e validados para assegurar a compensação integral das emissões.

Para viabilizar o projeto, será utilizado um portfólio de ativos ambientais próprios da AXIA, com rastreabilidade, credibilidade internacional e alinhamento às melhores práticas de mercado.

Leandra explica que o objetivo da companhia é apoiar projetos que gerem experiências relevantes para as pessoas e, ao mesmo tempo, deixem um impacto positivo e duradouro. “Mais do que compensar emissões, queremos contribuir para a recuperação de áreas degradadas, a conservação da biodiversidade e o fortalecimento dos ecossistemas”, complementa.

A executiva salienta ainda que o reflorestamento traz benefícios que vão além da captura de carbono, como a ampliação da cobertura vegetal, a criação de condições mais favoráveis para a fauna, a preservação da diversidade de espécies e o fortalecimento de processos naturais de regeneração.

Por fim, Leandra destaca que essa iniciativa também está alinhada à atuação da AXIA na transição energética. “Trabalhamos para apoiar a descarbonização de setores intensivos em carbono e acreditamos que projetos como esse ajudam a engajar a sociedade e impulsionar soluções concretas para o enfrentamento das mudanças climáticas”, conclui.