Marketing

Seleção tecnológica: os planos das big techs com a CBF

Em ano de Copa do Mundo, Amazon e Google querem se posicionar como parceiros no dia a dia do torcedor

i 29 de abril de 2026 - 11h30

CBF garante seis marcas para ciclo de Copa do Mundo (Crédito: Maddie-Meyer-GettyImages)

CBF acertou com seis novas marcas no atual ciclo da Copa do Mundo (Crédito: Maddie-Meyer-GettyImages)

O ano de 2026 será marcado por mais uma Copa do Mundo Fifa, que acontecerá em junho e julho, pela primeira vez, com três países-sede: Canadá, Estados Unidos e México. Além disso, o Brasil receberá, no próximo ano, a Copa do Mundo feminina.

Para participar da grande festa do futebol mundial, marcas dos mais diferentes segmentos reservam espaços dos seus budgets para patrocínios e ativações. Não à toa, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) alcançou número recorde de patrocinadores: 12. Os dados são do balanço de 2025 divulgado pela entidade na segunda-feira, 27. A CBF projeta receita de R$ 2,7 bilhões para o exercício de 2026.

Uma das principais fontes de arrecadação é o patrocínio. Se nos últimos dois anos Gol Linhas Aéreas, TLC Semp, Mastercard e Pague Menos encerraram os acordos com a seleção, seis novas marcas fecharam com a entidade desde o final do ano passado, se posicionando ao lado de Cimed, Itaú, Guaraná e Vivo.

O iFood foi o primeiro a chegar como patrocinador para essa Copa do Mundo. Ainda em dezembro do ano passado a plataforma de delivery anunciou a parceria. Já em 2026, Azul, Sadia, que retornou após ter deixado a entidade em 2016, Volkswagen, de volta após 12 anos, Amazon e Google, por meio de sua ferramenta de IA, Gemini, entraram para o time.

Fortalecimento e profundidade

As duas últimas empresas que entraram para o hall de patrocinadores chamam a atenção por serem do segmento de tecnologia. Para a Amazon, essa relação será uma forma de aprofundar o relacionamento que a big tech vem construindo com o futebol brasileiro, que é um território de paixão.

Com a parceria com a CBF, que dá direito a uma série de ativações junto às seleções brasileiras, como a associação de marca e ativações de marketing com as equipes, além da prestação de serviços, a Amazon quer estar no cotidiano do torcedor seja na preparação da casa, na busca por produtos de apoio ou na emoção da torcida.

De acordo com Camila Nunes, CMO da Amazon Brasil, essa iniciativa pretende fortalecer ainda mais a ligação da Amazon com o futebol e com o brasileiro. A executiva conta que a marca investe no esporte deste 2022, com patrocínio às transmissões na TV Globo. Depois disso, vieram aos campeonatos Brasileiro e Paulista de Futebol feminino e, agora, a seleção.

“Esse patrocínio representa mais um capítulo fundamental no Brasil, demonstrando que a Amazon está nas raízes da cultura do País, evidenciado pelo investimento de mais de R$ 55 bilhões na última década, que atesta nossa atuação contínua e estratégica”, afirma.

Nesse sentido, a varejista digital desenvolveu o Central da Torcida, uma página dentro da Amazon dedicada aos fãs de esporte, onde os torcedores podem encontrar diversos produtos, incluindo licenciados pela Fifa, e cupons exclusivos.

“O patrocínio da seleção brasileira nos permite fazer parte dos momentos que mais mobilizam o país, dentro e fora de campo. Mais detalhes sobre ativações específicas serão divulgados ao longo da parceria”, completa a CMO.

Assistente pessoal do brasileiro

Já para o Google, que destacará sua plataforma de inteligência artificial (IA) Gemini, esse patrocínio é um marco estratégico que visa aproximar o esporte da tecnologia.

A empresa global quer atuar como um assistente pessoal de IA do torcedor seja para ajudá-lo a preparar uma festa para acompanhar os jogos ou como fonte de inspiração. “Conforme o torneio se desenrola, a busca do Google poderá ser a companheira dos fãs seja para conferir placares ou tirar dúvidas com a ajuda da IA e o Google Gemini”, comenta Leonardo Longo, gerente sênior de marketing do Google.

Para isso, o acordo entre a entidade e a plataforma envolve a promoção da busca do Google e do Google Gemini, em uma atuação em conjunto para desenvolver iniciativas e levar tecnologia ao esporte. Além disso, Google e CBF estão criando ações para ajudar os torcedores a conhecer o potencial do uso da IA na jornada do futebol.

Com isso, o Brasil passa a integrar o grupo de seleções nacionais com as quais a plataforma está estabelecendo parcerias estratégicas durante a Copa, já composto por Argentina e França. “É uma oportunidade para participar das conversas e discussões sobre o evento e estar junto de milhões de torcedores brasileiros nesse momento tão especial, mostrando, na prática, como a tecnologia e a IA podem inspirar e transformar essa experiência”, completa Longo.