Mídia

Emissoras querem regulamentar CTV e assistentes virtuais

Demanda da CE envolve Android TV (Google), Fire OS e Alexa (Amazon), Tizen OS (Samsung) e Siri (Apple)

i 27 de março de 2026 - 15h28

As principais emissoras europeias querem que a Comissão Europeia (CE) endureça a regulamentação sobre os sistemas operacionais (OS) de smart TVs (TV conectada ou CTV) e assistentes virtuais.

De fato, tanto os OS das CTVs quanto os assistentes pertencem a big techs como Google, Amazon, Apple e Samsung.

As emissoras europeias solicitam que a CE estabeleça que CTVs e assistentes virtuais sejam designados como “guardiões” sob a Lei dos Mercados Digitais (DMA) da União Europeia.

Dessa forma, em carta a Teresa Ribera, vice-presidente-executiva para a transição limpa, justa e competitiva e comissária de concorrência na CE, as empresas fazem uma série de considerações.

A Association of Commercial Television and Video on Demand Services in Europe (ACT), cujos membros incluem Canal+, RTL, Mediaset, ITV, Paramount+, NBCUniversal, Walt Disney, Warner Bros. Discovery, Sky e TF1 Groupe, que assina a carta, ressalta a disputa entre emissoras e as big techs por participação de mercado em uma indústria lucrativa.

CTV: sistemas operacionais guardiões

A ACTV, de fato, diz que o Android TV aumentou a participação de mercado de 16% para 23% entre 2019 e 2024.

Já o Amazon Fire OS subiu a participação de 5% para 12% no mesmo período.

Por fim, o Tizen OS, da Samsung, tem share de 24%.

Todos esses sistemas, portanto, devem ser “guardiões” conforme a DMA, diz a ACT.

A DMA, legislação em vigor desde 2023, prevê obrigações para conter o poder das big techs, aumentar a concorrência e ampliar a escolha do consumidor.

Assistentes virtuais

Ainda, as emissoras expressam preocupações sobre assistentes virtuais, entre os quais Alexa, da Amazon, e Siri, da Apple.

No entanto, a CE ainda não rotulou nenhum assistente virtual como guardião sob a DMA.

A carta tem como signatários, ainda, a Associação de Rádios Europeus (AER), pela União Europeia de Radiodifusão (EBU), Associação Europeia de Casas de Vendas de Televisão e Rádio (EGTA), Confindustria Radio Televisioni (CRTV), Televisión Comercial en Abierto (UTECA) e Verband Österreichischer Privatsender (VOP).

“Com a viabilidade futura de muitas emissoras de TV europeias em jogo, e com milhões de empresas e consumidores da CE dependendo das CTVs para promover e acessar uma gama crescente de conteúdos por meio de aplicativos de TV, é crucial que a CE designe os principais sistemas operacionais de TV como guardiões e garanta supervisão adequada para garantir justiça e contestabilidade”, diz um trecho da carta.