Mídia

Maximídia: era uma vez uma marca

Painel sobre storytelling discute a importância de boas histórias para construir a imagem das companhias

i 25 de setembro de 2012 - 3h35

Desde os primórdios estamos acostumados a ouvir histórias. Primeiro para dormir, depois para aprender, então vêm as “fofocas” e as histórias para se informar. Um dos painéis do primeiro dia do MaxiMídia, realizado pelo Grupo Meio & Mensagem, nos dias 2 e 3 de outubro, no Sheraton WTC, em São Paulo, abordará exatamente como as histórias por trás das marcas podem beneficiar na relação com os consumidores. (Veja a programação completa do evento aqui).

A abertura será feita pelo contador de histórias Roberto Carlos Ramos. Da Febem à França, Ramos aprendeu a arte de contar histórias, envolvendo pessoas de todas as idades e origens. O pedagogo pretende iniciar o painel contando sua própria história, que foi inclusive inspiração para o filme nacional O Contador de Histórias (veja mais ao lado). “O importante é mostrar que uma boa história constrói uma boa marca”, explica ele.

Quando criança, fui considerado um caso sem jeito, eu era a marca que não prestava, digamos assim. Tive a oportunidade de ser adotado por uma francesa que me ensinou muitas coisas, e, então, construí outra história para minha vida e hoje estou aqui. Sou uma boa marca por causa da minha história”, compara.

Com moderação de João Daniel Tikhomiroff, diretor, chairman e presidente do conselho da Mixer, o painel “O storytelling e a fidelização das marcas”, que acontece no dia 2 às 14h30, contará ainda com as presenças dos debatedores Gil Giardelli, professor da ESPM, João Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat, Michel Lent, sócio e vice-presidente de estratégia do Grupo.Mobi, e Monica de Carvalho, vice-presidente de mídia da DM9DDB. “Vamos ter uma grande discussão, com pessoas importantes do mercado”, prevê Giardelli.

“Nós estamos saindo de um período storytelling e entrando no storybuilding, que é a construção de histórias coletivas. A Coca-Cola, por exemplo, está fidelizando os consumidores, que deixam de ser tratados como meros clientes para serem pessoas, chamando-os pelos nomes”, explica Giardelli. O professor refere-se à campanha “Descubra a sua Coca-Cola Zero”, que utiliza, além de veiculação na TV, as redes sociais com ações interativas, onde o consumidor personaliza uma latinha do refrigerante com seu próprio nome. Nas prateleiras dos mercados, 150 nomes estampam as latas. Uma ação na fanpage da marca abriu uma votação para decidir os próximos 50 nomes que devem ser utilizados na embalagem do refrigerante.

Apesar desse case bem-sucedido, Giardelli acredita que as marcas e as agências no Brasil ainda não conseguiram fazer a transição para a utilização do transmídia. “Vivemos uma grande infância nas redes sociais. Temos de deixar de apenas curtir, precisamos ser mais interessantes”, sugere. “O debate chegou numa hora fantástica para o meio. A marcas devem entender que precisam ser curadoras de conteúdo e aprender a utilizar diversas plataformas para contar essas histórias”, avalia.

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