FUSÃO

Paramount cobra por atraso em aprovação da compra da WBD

Empresa exige caução de quase US$ 2 bilhões a estados e sindicato dos EUA como forma de garantir a cobertura custos

i 18 de agosto de 2026 - 11h01

A Paramount Skydance quer cobrar os estados norte-americanos e sindicatos, especificamente o Sindicato dos Roteiristas da América (WGA), pelo atraso na aprovação do acordo que concretiza a compra da Warner Bros Discovery (WBD).

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Paramount Skydance pede que estados e sindicatos paguem pelo atraso na aprovação da compra da Warner Bros Discovery (Crédito: Frank-peters-AdobeStoc)

A empresa solicitou a um juiz federal a cobrança de US$ 1,88 bilhão dos 12 estados que moveram uma ação contra a fusão, bem como do Sindicato dos Roteiristas da América (WGA). Procuradores-gerais e profissionais do setor temem que a transação possa ser prejudicial para a concorrência no país.

Segundo a Paramount, os autores devem ser responsabilizados financeiramente pelos custos que podem ser gerados em meio ao andamento do processo. O julgamento da fusão nos Estados Unidos acontecerá em março de 2027, de acordo com determinação da justiça. Até a data, a negociação segue suspensa.

O acordo prevê que a Paramount pague US$ 650 milhões trimestrais, cerca de US$ 7 milhões por dia, caso o negócio não seja firmado até o início de outubro. David Ellison, diretor executivo da Paramount, comunicou que poderia retirar a companhia da Califórnia, que lidera o bloqueio da compra da WBD, caso o processo judicial não fosse solucionado até a data limite.

A gigante da mídia norte-americana também afirmou que deverá reiniciar o processo de aprovação regulatória em determinadas jurisdições, entre elas os Estados Unidos, uma vez que a aprovação expira em fevereiro do ano que vem. O Departamento de Justiça dos EUA já deu o sinal verde para a compra.

A chamada taxa de atraso foi imposta como um incentivo para que os acionistas da Warner dessem preferência à Paramount em vez da Netflix, que desistiu da compra em fevereiro deste ano.

O acordo, contudo, avança em outros mercados. No final de julho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu a análise técnica sobre a fusão após aprovar o acordo, entendendo que não havia restrições ou exigências para a fusão ou riscos para a concorrência. A Comissão Europeia também aprovou a união entre os players.