MaxiMídia 2014: a mídia mudou; os profissionais também
Em um mundo em que tudo pode ser considerado mídia, como o profissional pode detectar as melhores oportunidades para as marcas?
Há tempos extrapolando os antigos conceitos que a relacionava apenas aos veículos tradicionais de comunicação, a mídia passou a ter tantos formatos, estilos e a ocupar espaços tão diversos que os profissionais da indústria da comunicação se veem com o desafio de redefini-la. E se o próprio conceito de mídia mudou, o que dirá da função dos profissionais de mídia das agências?
Esclarecer um pouco dessa nova realidade foi a missão do painel A Reinvenção da Mídia, que levou ao palco do Maximídia o VP de mídia da Loducca, Daniel Chalfon, a diretora de produtos e soluções do Google na América Latina, Flávia Verginelli e o diretor de canais digitais do Bradesco, Luca Cavalcanti.
Ao apresentar suas visões de agência, veículo e anunciante, respectivamente, o painel tentou redefinir o que é mídia nesseo atual cenário em que a tecnologia cria, a cada dia, novos canais de comunicação. Ao defender que tudo que se relaciona com algum conteúdo é uma mídia, desde smartphones, painéis até mesmo as próprias pessoas, Daniel Chalfon alertou que, muitas vezes, o mercado se vê diante de inovações que nada mais são do que reedições de antigos formatos comerciais. “Novas ferramentas vêm sendo criadas e o papel de mídia será o de escolher onde direcionar as verbas com um leque de opções cada vez maior. Mas muitos conceitos atuais já existiam. O branded content de hoje já existia no tempo do Repórter Esso”, lembrou o VP da Loducca, que também preside o Grupo de Mídia.
A tecnologia como elemento mod
ificador do cenário da mídia também foi introduzida no debate, comandado pelo moderador Pyr Marcondes, diretor geral da plataforma ProXXIma. Embora reconheça que a função principal de uma mídia é poder ser monetizada e gerar negócios, Flavia, do Google, declarou que as inovações não devem se limitar a essa questão. “O Google cria e descontinua inúmeros projetos todos os dias. O importante é experimentar e criar ferramentas que podem gerar impacto positivo na vida das pessoas. O Google Glass é um exemplo disso. Se puder ser rentabilizado, certamente será. Mas esse não foi o propósito inicial do Google”, explicou a executiva.
Luca Cavalcanti contribuiu para o debate revelando que o Bradesco passou a posicionar sua marca de acordo com a atual era da conversação. “Somos empreendedores globais de informação e o relacionamento com o cliente deve estar vivo em todos os canais. Cabe às empresas reconhecer seus diferenciais competitivos e aproveitar o novo universo de negócios que se abre.”, resumiu.