BELEZA
o boom do k-beauty

Maquiagem tipo importação: o boom do K-beauty

Marcas coreanas ganham as prateleiras e desafiam o mercado local com foco em performance e experiência de uso

i 9 de julho de 2026 - 9h03

Em 2025, a Coreia do Sul ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o segundo maior exportador de cosméticos do mundo. Só no Brasil, os produtos coreanos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos somaram 1,8 mil tonelada de embarques e US$ 34,6 milhões no ano passado segundo a Abihpec.

Os números ajudam a materializar o impacto do k-beauty, a beleza coreana, no varejo brasileiro. Em plataformas, como a Época Cosméticos, a busca por produtos e marcas asiáticas cresceu mais de 100% desde o período passado.

A diretora comercial da companhia, Gabriella Trigo, conta que a performance dos produtos e cuidado das marcas com a experiência de uso e as embalagens estão entre os principais diferenciais dos players asiáticos. A plataforma recebe ofertas semanais de novas marcas e tem reforçado seu esforço de curadoria para selecionar os produtos que entram no portfólio.

“Tem muita marca ainda para desenvolver, muita marca para lançar. Mas, hoje, ainda estamos focados nas que começamos e não sabemos o tamanho ainda por conta da dificuldade do boom que teve no Brasil e de sabermos qual o tamanho desse mercado consumidor. Tem produtos que temos ruptura até hoje, porque é um mercado bem diferente de se trabalhar”, conta Trigo.

Ao mesmo tempo, a oferta das marcas asiáticas também cria um desafio para o mercado competitivo nacional. Criadora de conteúdo e CEO da The Joy Lab, Joyce Kitamura, ressalta que o investimento em novos ativos e tecnologias, apesar de ter apelo nas redes sociais, não necessariamente vem acompanhado de embasamento científico para eficácia.

“É, aí, que o mercado nacional tem que trabalhar com educação. Exatamente para ensinar para o público o que realmente vale à pena, o que tem estudos e o que cada ativo faz”, reflete a CEO da The Joy Lab.