Reacts: o impacto do formato na produção de conteúdo
Streamer, produtora e plataforma analisam a importância dos reacts na dinâmica atual do conteúdo no Brasil
O formato de react deixou de ser apenas alguém comentando um vídeo na internet para se consolidar como fenômeno cultural e estratégia de negócios. Na reportagem, o tema é analisado a partir de três perspectivas: a do criador, a da plataforma e a da produtora. A comunicadora e streamer Samira Close define o react como uma experiência coletiva, quase como assistir “com um amigo”, em que identificação e comparação de reações ajudam a criar conexão e comunidade.
Pelo lado da plataforma, Rodrigo Maceira, gerente de marketing de produto do YouTube, explica que os reacts entregam entretenimento e informação ao mesmo tempo. Para ele, o formato transformou criadores em “cronistas da web”, que fazem curadoria do que circula online e acrescentam contexto e opinião, ampliando a visibilidade de conteúdos que nem sempre passam por uma grade tradicional de programação. Nesse movimento, o formato também se desdobra em variações como reviews e narrativas adaptadas aos vídeos curtos.
Já a diretora de digital da Endemol Shine Brasil, Izabela Ianelli, aborda o tema sob a ótica dos negócios e dos direitos autorais. Segundo ela, os reacts são uma porta de entrada para as comunidades formadas em torno das propriedades intelectuais (IPs), mas precisam estar inseridos na arquitetura estratégica das marcas e respeitar acordos comerciais, janelas de exibição e detentores de direitos. Entre divulgação espontânea e negociação formal, o vídeo discute como o react se tornou uma via de mão dupla que redefine a relação entre criadores, plataformas e produtores.