Programação
Conexões que nos sustentam: humanidade, emoção e presença
Vivemos um paradoxo. Nunca fomos tão eficientes, produtivas e tecnologicamente avançadas e, ainda assim, nunca estivemos tão exaustas e distantes de nós mesmas.
A inteligência artificial acelera processos e antecipa decisões, mas há um espaço onde ela não entra: o das conexões humanas. Um lugar de emoção, intuição, vulnerabilidade, delicadeza e força que é exclusivamente nosso.
Conexões são nossa infraestrutura emocional. Elas nos ancoram quando a tecnologia nos estica para além do limite e quando a lógica e a performance já não são suficientes. A edição 2026 do Women To Watch Summit é um lembrete de que, antes de sermos líderes, criadoras, estrategistas e inovadoras, somos humanas. E é isso que nos torna únicas. Falaremos de emoção, criatividade coragem e tecnologia na publicidade, mas, sobretudo, falaremos de gente. Porque, no fundo, tudo o que importa nasce no encontro entre pessoas: uma ideia brilhante, uma decisão que muda um caminho, um insight que transforma um trabalho, uma conversa que cura uma vida.
Em um mundo amplificado por algoritmos, nossa humanidade não é um contraponto: é um diferencial competitivo. Porque, no fim, é sempre sobre as conexões que nos sustentam.
Conheça alguns destaques da programação:
| HORÁRIO | CONTEÚDO |
|---|---|
| 8h30 | Credenciamento + Welcome Coffee |
| 9h15 | Abertura |
| 9h25 | Redes de apoio e poder: a potência das conexões no mercadoAlianças intencionais, especialmente aquelas formadas por mulheres e aliados, não são somente fontes de acolhimento, mas forças estratégicas capazes de impulsionar carreiras e reconfigurar estruturas de poder no mercado. Em um cenário ainda marcado por desigualdades, redes de apoio tornam-se um motor de ascensão profissional: podem ampliar acesso a oportunidades, circulação de influência e capacidade de decisão. Mais do que conexões sociais, essas redes funcionam como mecanismos de mudança sistêmica, capazes de abrir caminhos antes inacessíveis e transformar a própria lógica de quem chega, quem fica e quem lidera dentro da indústria. Painel irá discutir a importância de alianças na ascensão profissional e na transformação das estruturas da indústria. Painelistas: Moderadora: |
| 10h | Humanidade, emoção e laços: nossa tecnologia ancestral Moderadora: |
| 10h45 | Liderança feminina como estratégia de negócios Painelistas: Moderadora: |
| 11h20 | Emoção na publicidade: O que perdemos no caminho dos dados? Painelistas: |
| 11h50 | Finitude, presença e a força dos novos ciclos Falar de finitude é falar de vida. Em um mundo obcecado por produtividade infinita, este painel provoca uma reflexão sobre limites, perdas, ciclos e a potência de viver com presença. Um convite a liderar e existir com mais consciência, coragem e humanidade. Neste painel, convidamos a audiência a refletir sobre o que significa viver e liderar em um tempo que nos exige produtividade infinita, mas onde todos somos, profundamente, finitos. Como integrar vulnerabilidade, propósito e cuidado nas decisões que tomamos? Como transformar o medo do fim em potência para o agora? Painelistas: Andreas Kisser, músico da banda Sepultura e cofundador do movimento “Eu decido” Natalia Timerman, escritora e psiquiatra Moderadora: Regina Augusto, curadora de conteúdo de Women to Watch e diretora executiva do Cenp |
| 12h20 | Almoço |
| 14h | Humanismo digital e soberania cognitiva: como tecnologia e valores humanistas moldam a sociedade? Num momento em que delegamos às máquinas partes essenciais do nosso funcionamento mental, cresce a urgência de discutir soberania cognitiva como um pilar do humanismo digital. Se a IA amplia nossa inteligência, também ameaça atrofiá-la. Se promete eficiência, também incentiva dependência. Estudos recentes mostram que vivemos essa ambivalência: queremos pensar com a tecnologia, mas tememos perder a capacidade de refletir por nós mesmos. O debate, porém, vai além da produtividade individual. Como alertam filósofos como Mark Coeckelbergh, o humanismo digital precisa ser repensado para evitar ilusões como a separação rígida entre humano e máquina, a crença de que estamos perdendo controle inevitável ou a ideia de que basta inserir valores humanos no design tecnológico. Em vez disso, é preciso reconhecer a coevolução entre pessoas e sistemas, democratizar o poder por trás dos algoritmos, revisar os valores que orientam a inovação e reconstruir educação, comunidade e participação política em ecossistemas moldados digitalmente. A pergunta não é se as máquinas se tornarão humanas, mas qual humanidade queremos proteger e ampliar em meio a essa nova arquitetura cognitiva compartilhada. Painelistas: Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú Dora Kaufman, professora na PUC-SP em IA e sociedade e senior fellow do CEBRI Moderadora-painelista: Amanda Graciano, fundadora da Trama e content creator de negócios e IA |
| 14h35 | O futuro é relacional: marcas que criam laços, não campanhas Depois de anos guiadas pela lógica da eficiência, da hipersegmentação e da corrida por resultados imediatos, as marcas começam a despertar para algo essencial: campanhas acabam, laços permanecem. Em um cenário em que atenção se tornou escassa, confiança é o novo ativo estratégico e consumidores esperam interlocução, não interrupção. O valor das marcas está, enfim, migrando da visibilidade para a vinculação. Este painel parte de uma provocação simples e profunda: como construir relações que sobrevivem ao ciclo de mídia? Como integrar criatividade, dados, comunidade, propósito e serviço de um jeito que gere vínculo real e não apenas alcance? Painelistas: Cecilia Bottai Mondino, VP de marketing do Grupo Heineken no Brasil Ionah Kochen, vice-presidente de marketing, comunicação corporativa e ESG na Nestlé Marcela Mariano, CMO da Ypê Moderadora: Michelle Borborema, editora de Women To Watch |
| 15h05 | Os homens na epidemia da violência contra a mulher: silêncio e urgência Este painel propõe uma reflexão sobre o papel dos homens diante do avanço da violência contra mulheres no Brasil. Frente ao recorde histórico de feminicídios no país alcançado em 2025, a necessidade do engajamento masculino ativo torna-se fundamental para a transformação cultural e para a mudança real de cenário. A conversa reúne diferentes vozes para discutir como padrões de masculinidade, omissões cotidianas e conivências sociais contribuem para a manutenção desse contexto e, sobretudo, como homens podem se tornar aliados na construção de relações mais seguras, respeitosas e igualitárias, dentro e fora dos espaços de poder, da mídia e da vida cotidiana. Painelistas: Guilherme Valadares, fundador e diretor de pesquisa no Instituto PDH Luciana Temer, advogada e presidente do Instituto Liberta Moderador: Paulo Germano, jornalista do Grupo RBS |
| 15h40 | Futebol feminino: a arte que atravessa gerações Três mulheres, diferentes vivências e tempos do futebol. Da revelação em campo às trajetórias que abriram caminhos e negócios, a modalidade evoluiu, ganhou público, maior cobertura da mídia, investimento e narrativa própria. Os dados são prova disso: um levantamento recente do Coletivo Marta mostra que, no ambiente digital, houve um crescimento de 330% nas reportagens sobre jogos femininos nos últimos cinco anos. Segundo a Globo, 2025 foi ano dos recordes da modalidade em público no estádio, audiência e alcance. Neste painel, mulheres de diversas gerações se encontram para falar sobre carreira, visibilidade e legado, além dos próximos capítulos do esporte no Brasil. Painelistas: Formiga, ex-jogadora e diretora de políticas de futebol e de promoção do futebol feminino no Ministério do Esporte Jhonson, jogadora de futebol do Corinthians Gal Barradas, diretora de receitas e marketing da Copa do Mundo Feminina Fifa 2027 Moderadora: Milly Lacombe, jornalista, escritora, cronista e roteirista |
| 16h15 | Como mulheres chegam ao topo sem se perder e como permanecem sem se endurecer A trajetória de uma liderança feminina de referência vai muito além de “dar conta de tudo”. Trata-se de construir uma autoridade legítima, que combina competência, coragem e rede, negociar espaços de poder sem precisar pedir licença o tempo inteiro e sustentar uma presença que seja, ao mesmo tempo, estratégica e autêntica. Esta conversa entre Ana Maria Braga e Manzar Feres, da Globo, percorre os bastidores de uma carreira de sucesso: ambição, maternidade, reputação, dinheiro, política interna, decisões difíceis e, sobretudo, aquilo que ainda permanece não dito. Painelista: Ana Maria Braga, apresentadora Moderadora: Manzar Feres, diretora-geral de negócios em publicidade na Globo |
| 16h50 | Encerramento |
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Perguntas Frequentes
O que é Plataforma Women to Watch?
A plataforma é fruto da evolução da prestigiada homenagem anual às mulheres que fazem a diferença na indústria da comunicação, tornando-se muito mais ampla e transversal, com conteúdos diversos durante o ano todo. A Plataforma Woman To Watch tem a missão de ser um verdadeiro hub de protagonismo feminino, que promove a troca de experiências e a contribuição de lideranças para inspirar e acelerar carreiras, visando equidade e inclusão.
O que é Women to Watch Summit?
O Women to Watch Summit é o evento anual da Plataforma Women To Watch que visa dar visibilidade a trajetórias profissionais, cases empresariais e histórias inspiradoras que promovam protagonismo feminino, diversidade e boas práticas de estratégias de liderança, comunicação, governança corporativa e impacto social.
O que é Women to Watch Homenagem?
Realizado no Brasil por Meio & Mensagem desde 2013, o Women to Watch Homenagem traz a cerimônia de celebração das mulheres, com diferentes carreiras e bagagens profissionais, que contribuem para a evolução dos negócios no ecossistema da comunicação, ao mesmo tempo em que aponta para a importância da maior participação feminina nos cargos mais elevados da indústria.