O potencial de negócios da Copa do Mundo Feminina
Realização inédita do torneio na América do Sul exige visão de longo prazo para gerar conexão e valor para negócios

(Crédito: cbf-livia-villas-boas)
Um dos maiores eventos esportivos de 2027 já tem data e endereço: o Brasil. A realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa em solo nacional representa um marco histórico e inédito, sendo a primeira edição do torneio sediada na América do Sul.
Esse momento colocará o país no centro das atenções mundiais, mobilizará audiências e impulsionará um ecossistema integrado que abrange mídia, entretenimento, turismo, hospitalidade, varejo e meios de pagamento.
No entanto, uma premissa fundamental que precisa guiar o mercado é entendermos que o torneio não é (e nem deve ser tratado como) uma réplica da competição masculina. O evento tem dinâmicas próprias, públicos distintos e oportunidades singulares para marcas e parceiros comerciais. Sendo assim, o desafio não é compará-las, mas compreender o potencial único que esse momento representa para o mercado brasileiro.
O crescimento do futebol feminino reflete essa transformação cultural e comercial no mercado esportivo. A modalidade, que por muito tempo foi analisada sob a ótica de causa social, vem se consolidando também como uma oportunidade de negócio. A expansão dos indicadores de público, cobertura de mídia e investimentos comprova essa evolução, a exemplo do investimento financeiro destinado a participantes da edição de 2023, que alcançou US$ 152 milhões, três vezes o valor destinado à edição anterior, segundo dados da própria Fifa.
Esse movimento também abre espaço para que marcas se aproximem de uma audiência cada vez mais interessada no futebol feminino e construam conexões que vão além do momento da competição. O potencial está justamente em transformar a atenção gerada pelo torneio em experiências relevantes, relacionamento e valor para os negócios.
Como refleti recentemente por aqui, o papel do marketing moderno passa pela criação de plataformas de relacionamento duradouras e de utilidade real para as pessoas. No contexto dos meios de pagamento e da tecnologia, essa visão se traduz em integrar soluções fluidas e seguras que aprimorem a jornada do torcedor em todas as etapas de consumo, seja dentro dos estádios ou no comércio local. Quando credenciadores, bancos, comércios e o setor de serviços operam de forma coordenada, a competição pode contribuir como catalisadora da digitalização, da eficiência e do crescimento econômico regional.
Construir essa relevância exige visão de longo prazo e atuação antecipada. O verdadeiro valor da competição não se limita ao apito final ou aos minutos de cada partida, mas se consolida nos meses e anos que antecedem o torneio. A própria trajetória da Visa como parceira oficial de serviços de pagamento da FIFA desde 2007 reforça que a consistência ao longo de quase duas décadas constrói autoridade de marca mais sólida do que ativações pontuais na véspera do evento.
A pergunta para os líderes de marketing e negócios que acompanharão esse ciclo até 2027 não é se haverá audiência, pois os dados já indicam um público interessado e engajado. A verdadeira questão é entender quais marcas estarão preparadas para transformar essa atenção em relacionamento e valor para os negócios. A oportunidade está colocada, e a hora de começar a construir essa história é agora.