Cadastro positivo deve incluir 40 mi de pessoas
A partir de 1º de agosto instituições financeiras, com a autorização dos clientes, começam a repassar as informações para os bancos de dados
O cadastro positivo, banco de dados de bons pagadores, foi criado por lei em junho de 2011 e regulamentado em outubro do ano passado. Mas só agora a iniciativa começa a ganhar força. A partir de quinta-feira, 1º de agosto, as instituições financeiras, mediante autorização dos clientes, começam a repassar as informações para os bancos de dados.
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o cadastro positivo deverá contribuir, no médio prazo, para a queda da inadimplência e para prevenção do superendividamento. Clientes presentes no banco de dados poderão encontrar melhores condições de concessão de crédito, com prazos mais longos, e mais agilidade na liberação do financiamento.
Com a entrada dos bancos no sistema de alimentação de dados, a expectativa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) é que 40 milhões de consumidores autorizem a inclusão no cadastro positivo nos próximos dois anos. A autorização pode ser feita, desde o início do ano, nos próprios órgãos de proteção ao crédito e em lojas.
As empresas de consórcios, por sua vez, terão um prazo maior para se adaptarem ao cenário. O Conselho Monetário Nacional (CMN) adiou para 1º de junho de 2014 a implementação do cadastro positivo pelo setor.
