Serviço de marketing

Como tecnologia e dados redefinem OOH, games e influência

Acessooh, Druid Creative Gaming e Mfield investiram na expansão dos seus negócios para acompanhar as mudanças

i 22 de outubro de 2026 - 6h01

Em 2026, três estreantes disputam a categoria Serviço de Marketing, no Caboré. Acessooh, Druid Creative Gaming e Mfield concorrem pela primeira vez ao prêmio e representam categorias – out-of-home, games e influência – que vem transformando a maneira como as marcas buscam se relacionar com os consumidores em um cenário de alta competitividade e disputa pela atenção.

Caboré Serviço de Marketing

Flávio Santos, CEO da MField; Bernardo Mendes, sócio-fundador e CGO da Druid; Bruna Pastorini, sócia-fundadora e CSO da Druid; Claudio Lima, sócio-fundador e CEO da Druid; Fernando Rodovalho, CEO da Acessooh (Crédito: Divulgação)

Entre diferenças e semelhanças, as três companhias narram receber a indicação depois de um ciclo de expansão e mudanças. CEO da Acessooh, Fernando Rodovalho, conta que até 2024 a agência especializada em OOH mantinha um perfil institucional reservado.

No entanto, o final da pandemia da Covid-19 marcou uma transformação no cenário do setor e, consequentemente, da estratégia da Acessooh.

“Saímos da pandemia com muito mais concorrentes. A pandemia congelou o crescimento do OOH. Mas, quando ela acaba, o setor começa a crescer. E nós percebemos, olhando para o cenário de agências especializadas, que estávamos deixando de ser vanguardistas, deixando para trás a oportunidade de continuar liderando esse mercado”, aponta Rodovalho.

Com essa percepção, nos últimos dois anos, a companhia passou a investir na sua marca, desenvolveu novos departamentos e projetos especiais e buscou parceiros em tecnologia para desenvolver ferramentas proprietárias.

Como resultado, a Acessooh projeta iniciar 2027 com quatro novos clientes. Quando o assunto são as suas prioridades estratégicas, a agência pretende continuar acompanhando o crescimento do setor a partir das transformações em tecnologia e dados. Outro foco é o hub de retail media in store que a empresa mantém e atende clientes, como Pepsico.

A Druid completou cinco anos de operação em 2026 e, nos últimos dois, dobrou o tamanho da sua equipe. Nesse período, a companhia consolidou operação no México e ampliou sua capacidade de trabalhar tanto com empresas da indústria de games quanto com marcas que querem se aproximar desse universo.

Ao mesmo tempo, a companhia reforçou sua atuação em parceria com outras agências para materializar ideias relacionadas a games, creators, comunidades e experiências digitais.

“Deixamos de ser apenas uma agência especialista em games para nos tornarmos um parceiro estratégico para marcas, agências e empresas que querem entender e participar desse ecossistema”, defende Claudio Lima, fundador e CEO da Druid.

Agora, a proposta da empresa é seguir com a expansão internacional para além do México e avançar para áreas adjacentes ao games. Lima cita duas direções. De um lado, comunidades, fandoms e os diferentes passion points das gerações Z e Alpha.

Do outro lado, a tecnologia e as novas formas de criar experiências e comunicação. A Mfield também passou por uma mudança de posicionamento nesse período.

“Nós deixamos de ser só uma agência de influência para pensar muito em um ecossistema de Creator Economy. A influência cresceu, ganhou mais complexidade. Vemos o mercado mais maduro. Isso entrou, de fato, no plano estratégico dos grandes anunciantes. E a nossa percepção foi: se o mercado mudou, também precisamos mudar”, explica Flávio Santos, fundador e CEO da Mfield.

Nessa mudança, a companhia manteve a agência focada em conteúdo e influência e construiu novas operações e produtos. Entre elas, estão a Era Company, empresa de gestão de talentos em parceria com Ricardo Silvestre; a Onda Digital, em uma joint venture com a Play9; o Draft, programa proprietário de aceleração de startups focado na Creator Economy; e, recentemente, o CEP, solução que usa a geolocalização como variável de compra para influência, em parceria com a Squid.

Para o futuro, Santos divide as prioridades da Mfield em três pilares. Primeiro, a construção de ativos e propriedade intelectual para gerar projetos que extrapolem as campanhas.

O segundo envolve escalar a influência com criatividade para que ela não se torne commodity e, por fim, desenvolver propriedades de tecnologia e ferramentas próprias para a influência.