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Pivot propõe novas abordagens para relações públicas

Agência fundada por Paula Nadal, ex-Ideal Axicom, quer ampliar olhar sobre a reputação na era da IA

i 10 de junho de 2026 - 9h00

A jornalista Paula Nadal, ex-chief strategy officer da Ideal Axicom, apresenta a Pivot, agência de relações públicas que iniciou atividades em março com uma carteira de clientes composta por Ânima Educação, BAT Brasil, Auren Energia, NG.CASH, Vórtx e Elo.

Junta-se a ela, no cargo de vice-presidente, Vera Brandimarte, jornalista que, durante mais de uma década, foi diretora de redação do Valor Econômico, além de ter trabalhado em veículos como Gazeta Mercantil e O Estado de S. Paulo.

Pivot

Paula Nadal, fundadora e CEO da Pivot (Crédito: Vivian Koblinsky)

Segundo Paula, que responde como CEO da Pivot, o negócio surgiu de uma inflexão sobre a comunicação: “A maneira como as pessoas buscam e consomem informação já mudou, mas o modo como as empresas e as agências operam não necessariamente atende a essas novas demandas. É uma angústia coletiva”, declara.

Hoje, a reputação é hoje constituída sobre duas premissas básicas, afirma a CEO: a permissão pública para operar, obtida por meio de uma junção a de narrativas e canais, e a predição, uma vez que o público confia nos resultados das máquinas para fazer escolhas e tomar decisões.

Por isso, a agência aposta na senioridade dos times aliada à tecnologia para elevar o nível de dedicação e atendimento aos clientes por meio uma estrutura mais leve e ágil, que se adapte às diferentes necessidades de comunicação. A operação se baseia na tecnologia aplicada de maneira sistêmica em todos os processos, uma dificuldade do mercado atualmente, aponta.

Além de Paula e Vera, o time de lideranças é formado por nomes como Tales Ponce, diretor de atendimento; Thiago Campos, diretor de estratégia; Marcelo Dominguez,  head de inteligência; Vinícius Dônola, consultor de projetos especiais e treinamentos; e Viviane Mansi, consultora de ESG e sustentabilidade.

O time trabalhará com a Aura, metodologia proprietária desenvolvida para o aprofundar o entendimento da presença das marcas nos principais modelos de linguagem, integradas a práticas de gestão de relacionamento com a imprensa, redes sociais e influência.

A plataforma baseada em IA é capaz de realizar tarefas como varreduras sobre as marcas no ambiente digital,  classificações automatizadas e desenvolvimento de agentes de acordo com as demandas específicas dos clientes. Entre os exemplos de uso recente estão a criação de gêmeos digitais para porta-vozes e agentes para testes de mensagens. Além da Aura, a Pivot também utiliza ferramentas de mercado alimentadas por soluções de IA em licenças empresariais para garantir a segurança das informações.

Novas necessidades do mercado

A complexidade da comunicação exige novas habilidades dos profissionais de RP, entre as quais inteligência emocional e a capacidade de alta adaptação, observa Paula. “É muito difícil pensar que fazemos comunicação sem ter controle absoluto de nenhum ambiente, mas precisamos ter especialidade suficiente, capacidade de monitoramento e flexibilidade de solução para poder navegar melhor nessa era”.

Pesquisa realizada pela própria agência com cerca de 50 lideranças de comunicação e marketing no Brasil revela a expectativa de que as agências evoluam de parceiras operacionais para provedoras de inteligência estratégica, superando fricções como o desalinhamento de métricas. Apenas 6% dos respondentes acreditam estar preparados para lidar com a IA em suas rotinas de comunicação.

Até o momento, as mensurações são baseadas em métricas como ad value, tiers de matérias e mensagens chave. O desafio, opina Paula, é a baixa integração entre dados que gerem insights relevantes e complementares para as marcas, como o cruzamento de dados entre acessos a canais proprietários e matérias jornalísticas, por exemplo.

“Queremos que a nossa visão de comunicação entre reputação permissiva e preditiva seja cada vez mais vista e considerada pelas empresas como necessidade real. Temos a prioridade de construir uma carteira de clientes que compartilhe da visão de que comunicação não é uma atividade tática, mas uma alavanca de valor para o negócio”, comenta a fundadora.