Sócio global não garante contas alinhadas
Pesquisa inédita mostra que fatia de clientes alinhados no caixa das maiores agências do País varia de menos de 1% até 50% do faturamento
A separação entre Alexandre Peralta e StrawberryFrog (leia mais aqui) é um caso raro de renacionalização, que vai na contramão da corrente dominante no mercado brasileiro, onde as líderes do ranking de publicidade já são quase todas controladas pelo capital internacional. Por outro lado, o divórcio externa uma verdade vivenciada por muitas outras grandes agências: a sociedade com grupos globais não garante alinhamento compulsório de contas.
Levantamento inédito realizado por Meio & Mensagem mostra que a participação de contas alinhadas no caixa dos escritórios brasileiros das multinacionais varia muito. De acordo com informações prestadas pelas próprias agências, teria ido de menos de 1% até a metade do faturamento de 2011.
| JWT | 50% |
| Euro RSCG | 46% |
| Ogilvy | 40% |
| Publicis | 40% |
| Giovanni+DraftFCB | 35% |
| Lew’Lara\TBWA | 35% |
| BorghiErh/Lowe | 31% |
| Grey* | 30% |
| WMcCann | 30% |
| Y&R | 30% |
| F/Nazca S&S | 25% |
| Leo Burnett | 18% |
| AlmapBBDO | 16,5% |
| Neogama/BBH | 13% |
| Z+ | 12% |
| DM9DDB | 0,60% |
Fonte: Informações prestadas pelas agências integrantes de redes multinacionais e listadas entre as 30 maiores do País. Percentuais de participação no faturamento de 2011. A 141 Soho Square não forneceu o dado. Talent e DPZ, embora controladas pelo capital estrangeiro, não tinham contas alinhadas até o fim do ano passado.