Apostas ilegais ainda atraem metade dos jogadores no País
Estudo da LCA Consultores aponta que 50% dos apostadores seguem recorrendo a plataformas não regulamentadas
A regulamentação federal começou a surtir efeito no mercado brasileiro de apostas, mas o setor informal continua a mover cifras bilionárias. No primeiro semestre de 2026, a fatia de plataformas clandestinas no País recuou para um patamar entre 38% e 44%, uma queda em relação ao intervalo de 41% a 51% registrado em 2025. Apesar do avanço das regras oficiais, um levantamento revela que metade dos usuários ainda consome o serviço à margem da lei.

Mesmo com o avanço da regulação, milhões continuam usando sites de aposta sem autorização oficial (Crédito: DragonImages/AdobeStock)
Encomendado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) à LCA Consultores e ao Instituto Locomotiva, o estudo mostra que a retração média do mercado ilegal (de 46% para 41%) veio acompanhada de maior precisão no mapeamento das operações não autorizadas. No entanto, o comportamento do consumidor ainda representa um entrave: 50% dos entrevistados admitiram ter cometido ao menos duas infrações recorrentes nos últimos três meses.
Entre os hábitos irregulares mais frequentes estão o acesso a páginas que não utilizam o domínio oficial “.bet.br” e o descumprimento do protocolo de reconhecimento facial. Além disso, métodos de pagamento expressamente vedados pela norma federal seguem em uso amplo, como o cartão de crédito e os criptoativos .
A adesão ao mercado paralelo varia conforme a geografia e a demografia. O Centro-Oeste lidera o uso de sites informais, com taxa de 56%, seguido de perto por Sul (54%), Sudeste (49%), Norte e Nordeste (48% cada). O perfil predominante desses apostadores é composto por jovens de 18 a 29 anos e pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.291 pessoas em todo o território nacional durante o mês de maio de 2026, com margem de erro de 2,1 pontos percentuais. Para projetar a fatia do mercado informal, os dados comportamentais foram cruzados com modelos de projeção econômica elaborados pela LCA Consultores.
