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Copa 2026: Fifa libera comerciais em pausas de hidratação

Detentoras de direitos terão janelas de 2 minutos para publicidade durante paradas técnicas no Mundial

i 9 de março de 2026 - 16h49

Copa do Mundo Fifa

Jogos da Copa do Mundo de 2026 terão janelas comerciais inéditas durante as partidas (Crédito: Shutterstock)

A Fifa estabeleceu novas diretrizes comerciais para a Copa do Mundo de 2026 que prometem alterar a dinâmica das transmissões esportivas, segundo o site The Athletic. Pela primeira vez em um Mundial, a entidade autorizou que as emissoras detentoras dos direitos de exibição veiculem anúncios publicitários durante as pausas de hidratação, que ocorrerão em todos os jogos da competição, independentemente das condições climáticas.

De acordo com as normas enviadas aos parceiros de mídia, as interrupções terão duração total de três minutos, dos quais 2 minutos e 10 segundos poderão ser destinados a comerciais. O protocolo exige que a publicidade comece apenas 20 segundos após o apito do árbitro e que a imagem retorne ao campo pelo menos 30 segundos antes do reinício da partida.

Regras de exclusividade e formatos

O modelo de negócio desenhado pela Fifa protege os patrocinadores globais da entidade, mas abre brechas para marcas locais. A diferenciação ocorre no formato da entrega:

  • Tela cheia: caso a emissora opte por cortar totalmente a imagem do estádio para exibir comerciais, o espaço poderá ser comercializado livremente com qualquer anunciante;
  • Split-screen ou “L”: se a transmissão optar por manter o sinal do campo em tela reduzida enquanto exibe a marca, o espaço fica restrito exclusivamente aos patrocinadores oficiais da Fifa (como Coca-Cola/Powerade), evitando o conflito de categorias com concorrentes diretos.

As emissoras não são obrigadas a seguir o formato comercial, podendo utilizar o tempo para análises táticas em estúdio ou acompanhamento dos bastidores no gramado. Contudo, a flexibilização é vista como um movimento estratégico para aumentar a rentabilidade das cotas de transmissão, oferecendo um inventário inédito em um esporte tradicionalmente resistente a interrupções comerciais com bola rolando.

A medida aproxima o futebol de modelos de transmissão consolidados em ligas americanas, como a NFL e a NBA, e reflete a busca da Fifa por novas frentes de receita para o maior ciclo de Copa do Mundo da história.