Fusão de US$ 25 bilhões avança entre AkzoNobel e Axalta
Marcas estão próximas de conseguir as aprovações nos EUA e União Europeia para concretizar o negócio

Dona da Coral está perto de realizar fusão global (Crédito: Reprodução / YouTube)
A Akzo e a Axalta estão próximas de conseguir a aprovação dos Estados Unidos e da União Europeia para concretizar uma fusão que vale US$ 25 bilhões. Segundo informações da Reuters, a conclusão do acordo deve acontecer no início de 2027.
O portal afirma, ainda, que as marcas apresentaram medidas para garantir a aprovação. Quando o negócio for concluído, a nova empresa passará a se chamar Axanzo.
O início da fusão aconteceu em novembro do ano passado. Na ocasião, as empresas informaram que os acionistas da AkzoNobel seriam detentores de 55% do grupo ampliado e os da Axalta ficariam com os 45% restantes.
A holandesa AkzoNobel é uma marca de atuação global com operação em mais de 150 países, incluindo o Brasil, e dona de marcas conhecidas como Coral, International e Sikkens. Já a Axalta, além do segmento de tintas, opera também com revestimentos líquidos e em pó para os setores automotivo, de repintura e industrial.
Atuação no Brasil
A AkzoNobel tem uma operação industrial relevante no País: o grupo atua em tintas decorativas, revestimentos industriais, automotivos, marítimos e outras especialidades. A companhia possui cinco unidades fabris nos estados de São Paulo e Pernambuco, duas delas dedicadas à marca Coral. Tem, ainda, dois centros de distribuição, em Cachoeirinha (RS) e Betim (MG).
A América Latina responde por 12% de sua receita global, com destaque para o desempenho do Brasil.
Na comunicação ao consumidor final, o predomínio é da Coral, marca B2C. Os movimentos mais recentes combinam campanhas de produto, garantia ao consumidor, valorização dos pintores e ações ligadas à cultura brasileira.
Do ano passado para cá, a marca divulgou a campanha “No seu espaço, no seu ritmo”, que apresentava o Azul Puro como cor do ano de 2026. E, para a Copa, realizou ações como intervenções artísticas nas comunidades, como um painel de 200 metros na Rocinha, no Rio de Janeiro (em parceria com VML e Digital Favela), e a pintura de 300 metros de uma rua em Heliópolis, na capital paulista (ação do Instituto Coral e parceiros).
