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Maracanã reduz 75% dos funcionários

Perto de entregar o espaço para a realização dos Jogos Olímpicos, concessionária renegocia contrato com o Governo do Rio de Janeiro

i 4 de janeiro de 2016 - 5h15

A Concessionária Maracanã, formada pela Odebrecht Properties e pela AEG, responsável pela gestão do estádio do Maracanã, anunciou nesta segunda-feira, 4, a demissão de cerca de 75% do quadro permanente de funcionários em função da adaptação para o período de uso exclusivo do espaço para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Dentre os funcionários demitidos está o diretor de marketing Marcelo Frazão. Ao todo, 40 empregados foram desligados. Os serviços de manutenção do estádio e o Maracanã Tour continuam com parceiros terceirizados.

Palco dos jogos de Flamengo e Fluminense – Botafogo e Vasco jogam eventualmente no estádio –, o Maracanã acumulou prejuízo maior do que o projetado nos primeiros anos da concessão, entre 2013 e 2014 (os dados de 2015 ainda não foram disponibilizados no site da concessionária), e a gestora mantém conversas com o Governo do Estado do Rio de Janeiro para readequar o contrato. O rompimento do acordo é uma das possibilidades aventadas. O Flamengo manifestou o interesse de assumir a gestão do estádio.

Ex-maior do mundo, o Maracanã tem três divisões de negócios: futebol, eventos (corporativos, sociais e shows), Tour do Maracanã (patrocinado desde o final de 2015 pela Sporaga) e Maracanãzinho. Em 2014, o estádio recebeu 157 eventos, de festas de aniversário a reuniões de negócios, até baile de carnaval e lançamento de automóvel. Grandes shows como o do Foo Fighters (realizado em janeiro do ano passado) e Pearl Jam (novembro) também são importantes para fechar as contas.

Leia o comunicado oficial da concessionária:

"O Maracanã realizou, nesta segunda-feira (04/01), mais um passo do planejamento para desmobilização gradativa do seu quadro de integrantes, a fim de se adaptar ao período de uso exclusivo dos Jogos Olímpicos, quando cederá suas instalações ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 por até nove meses. Nesta etapa, cerca de 75% do quadro permanente da concessionária foi desligado de acordo com tal planejamento. 


Os serviços de manutenção do estádio e o Maracanã Tour continuam normalmente, com a utilização de parceiros terceirizados.

O Maracanã vem realizando esforços contínuos para reduzir os custos fixos, minimizar os prejuízos operacionais e se adequar aos impactos da alteração unilateral do contrato de concessão e aos períodos de interrupção da operação como na Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016).

A Concessionária e o Governo do Estado do Rio de Janeiro seguem em negociação sobre o reequilíbrio do contrato de concessão, com vistas à assinatura de aditivo que redefina o escopo e o cronograma das obras incidentais." 

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