ABMN atualiza código de ética para o marketing
Texto pretende refletir as transformações do mercado e passa por questões como o avanço da creator economy
O Conselho de Ética da Associação Brasileira de Marketing e Negócios (ABMN) apresentou um novo código de ética para o setor. Segundo a entidade, o documento foi atualizado para refletir as transformações do mercado e as complexidades da comunicação contemporânea.

Vídeo institucional marca os 55 anos da entidade (Crédito: Reprodução)
“Em um ambiente hiperconectado, no qual a informação circula com enorme velocidade, a ética deixa de ser apenas um valor moral e passa a ser também um ativo estratégico para a preservação da reputação das marcas e da confiança dos consumidores”, aponta Jarbas Nogueira, presidente do Conselho.
O Conselho partiu das versões anteriores do código, criadas em 2000 e 2015, e buscou integrar uma análise das normas de outros órgãos setoriais, como o Conar e o Cenp. Outra premissa foi alinhar o documento a princípios internacionais, como os defendidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O processo também envolveu rodadas de conversa representantes do mercado e outras entidades. O Conselho de Ética da ABMN conta com representantes de diferentes áreas do ecossistema de marketing, como mídia, criação publicitária, sustentabilidade e educação.
Mercado de influência e sustentabilidade
Um dos temas abordados pelo código é a crescente do mercado de influência. O presidente explica que, hoje, muitos criadores exercem grande autoridade sobre o público sem, necessariamente, terem uma formação em marketing e comunicação.
“Por isso, nosso objetivo é trabalhar com uma abordagem educativa. Queremos aproximar esses novos atores das boas práticas do mercado e reforçar que transparência e honestidade são fundamentais para a construção de confiança e de reputação no longo prazo”, descreve Nogueira.
O texto também trata a sustentabilidade como parte da responsabilidade ética do marketing. O código reforça que as alegações relacionadas à sustentabilidade precisam estar apoiadas em informações verdadeiras, verificáveis e proporcionais às práticas adotadas pelas organizações.