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Paulistão 2026 garantiu R$280 milhões aos clubes

Mesmo com menos datas disponíveis no calendário, competição estadual garantiu 19 patrocinadores para essa temporada

i 16 de março de 2026 - 6h02

Paulistão termina com saldo positivo para os clubes (Crédito: hony Inácio/Ag. Paulistão/Sua Foto No Jogo)

Paulistão termina com saldo positivo para os clubes (Crédito: hony Inácio/Ag. Paulistão/Sua Foto No Jogo)

No último domingo, 8, o Palmeiras se consagrou campeão paulista pela 27ª vez em sua história, em uma partida contra o Novorizontino, no Jorjão em Novorizonte. Além de entregar a taça ao alviverde paulista, a ocasião marcou o último jogo do novo formato do Paulistão.

Com as alterações de calendário propostas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os estaduais também foram afetados. Não foi diferente com o torneio chancelado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), que a partir deste ano teve o número de datas reduzidos, em relação ao ano passado.

Até 2029, tempo de validade da nova proposta, serão cinco datas a menos em uma configuração de jogos diluídos e espeçados, dividindo espaço com o Brasileirão.

Mesmo diante de um cenário de mudanças, a federação garantiu ao campeonato 19 patrocinadores, com nomes como 7K, Aurora, Assaí, Bis, Betano, Bet365, Clear, Dorflex, Dreamies, Energizer, Gatorade, Itaipava, Latam, Movida, Penalty, Pedigree, Rivalo e Sil, além da Casas Bahia, que assumiu o naming rights do estadual.

“Era um desafio saber como isso ia desempenhar, por todas as novidades que estávamos implementando. Percebemos o engajamento dos clubes de primeira”, explica Bernardo Itri, vice-presidente de Comunicação e Marketing da FPF.

E isso se refletiu financeiramente. Ao longo das 12 datas, o Paulistão Casas Bahia gerou aos clubes cerca de R$280 milhões em pagamento, isso representa um aumento de 17% no valor que as equipes recebem por jogo, em comparação a temporada passada.

O campeão Paulista da edição garantiu R$5 milhões apenas pela conquista do título, quantia somada a cota de participação que chega cerca de R$ 35 milhões apenas pela presença no torneio.
“O alcance comercial foi refletido nesse formato, conseguimos oferecer visibilidade e levar conversão”, completa o representante da FPF.

Impacto para as marcas no Paulistão

Entre os patrocinadores do Paulistão, algumas das marcas marcaram seu retorno a modalidade, como foi o caso da Latam, que fez uma ação especial para a entrega da bola da final, e a Itaipava, que retornou ao futebol paulista.

Já a Pedigree, fez sua estreia sendo a responsável pelos potes que mantinham as bolas paradas na lateral do campo para a cobrança do tiro de lado.

Itri destaca a presença da Casas Bahia, que, com a ação de Cara e Coroa, que normalmente acontece antes do apito inicial, em que a varejista impulsionava ofertas da semana. Essa iniciativa resultou em um aumento de 190% em suas vendas.

O executivo explica, ainda, que essas iniciativas extrapolam a visibilidade e visam colocar o torcedor dentro do jogo juntamente com as marcas. “Fazemos essa captação é para gerar engajamento do público com o campeonato”, comenta.

Reverberação na mídia

Mesmo com a diminuição do número de datas, os três parceiros comerciais também perceberam impactos em sua audiência.

A CazéTV, detentora dos direitos juntamente com o YouTube, investiu em uma comunicação que se conectasse com o público da geração Z, que tinha o interesse de acompanhar o campeonato além dos 90 minutos de jogo.

Ao longo das 21 transmissões, o canal de Casimiro Miguel alcançou 29 milhões de dispositivos únicos no YouTube, com média de quase três horas assistidas por espectador. Além disso, foram registradas quase 18 milhões de interações entre o público e o time de transmissão do canal, em uma média de mais de 800 mil interações por jogo.

O destaque para o canal foi Portuguesa x Corinthians, pelas quartas de finais, no momento em que Hugo Souza defendia o último pênalti. Na ocasião, o chat atingiu a marca de 64 mil mensagens em um único minuto.

Durante os jogos, a CazéTV contou com 10 marcas: Amstel, Casas Bahia, Claro, Estrelabet, Esporte da Sorte, Estácio, Fiat, Gilette, Latam e PagBank.

Já a Warner Bros Discovery, que renovou o contrato com a Federação, foi responsável por exibir todos os jogos do estadual por meio de sua plataforma de streaming, HBO Max, e pelo seu canal TNT.
Dados divulgados pela FPF apontam que o canal do grupo de mídia teve um crescimento de 13% na audiência em relação a 2025.

Por fim, na TV aberta, a Record também exibiu 21 jogos, De acordo com Alarico Naves, Superintendente Comercial Multiplataforma da emissora, o canal registrou uma alta de 37% nas visualizações, passando de 187 milhões em 2025 para 257,9 milhões em 2026. Já no RecordPlus, o aumento foi de 9% em usuários ativos na média/dia.

No aspecto comercial, o projeto contabilizou 713 ações de marca ao longo do torneio e registrou crescimento de cerca de 11% no faturamento em relação ao ano anterior, atendendo marcas como Bet365, MBRF (com Sadia e Perdigão), Magalu, McDonalds e PicPay.

“O Paulistão se consolidou como uma propriedade esportiva estratégica para a emissora, combinando audiência, inovação nas entregas comerciais e um ambiente seguro para as marcas se conectarem com o público”, afirma o executivo.

Já as mídias da federação somaram mais de 830 milhões de visualizações nas quatro plataformas (Facebook, Instagram, X e TikTok).