Maximídia 2026

Debater o agora para construir o depois

CEOs, dirigentes de agências, CMOs e convidados internacionais debatem IA, branding e jornada de consumo

i 15 de setembro de 2026 - 11h06

O mote da edição deste ano é “discutir o agora, construir o futuro” e envolve a compreensão de narrativas; da tecnologia, notadamente influenciada pela inteligência artificial; do comportamento humano ante um cenário mutante; e, finalmente, de como a comunicação e o marketing trafegam entre todos esses elementos para que branding, consumo e conversão andem juntos.

Sob esse pano de fundo contínuo, lideranças, dirigentes e especialistas em comunicação e marketing se reúnem no Maximídia entre os dias 29 de setembro e 1o de outubro no Hotel Unique, em São Paulo, para debaterem, ouvirem e compartilharem experiências que reflitam os dilemas, desafios e aprendizados entre empresas, suas marcas, produtos e serviços e as pessoas que as formam.

Formato híbrido

Tradicionalmente, o formato do evento é híbrido: de manhã, o conteúdo fica disponível online, com entrevistas e debates. Nesse caso, para ter acesso on demand, basta entrar em https://maximidia.mediastream.com.br/. Se o usuário for assinante de Meio & Mensagem, basta fazer o login pelo e-mail cadastrado na M&M ID. Se houver comprado o ingresso do Maximídia, o login deve ser feito com o e-mail cadastrado na inscrição. No período após o almoço, as palestras, apresentações e debates são presenciais.

A programação do Maximídia é composta, na parte da manhã, por trilhas: Conexão Global, de entrevistas com especialistas de agências, comunicação, marketing e mídia do exterior; Agências & Criatividade, com dirigentes das agências de publicidades que debatem criação, uso da tecnologia, demandas de marcas e do consumidor; e The Next CMO, com líderes de marketing que falam sobre branding, jornada de consumo, novas atribuições e habilidades para lidar com ferramentas tecnológicas e relações com as demais áreas das empresas.

Convidados internacionais

Entre os convidados internacionais que falarão na parte da tarde, estão Nate Elliott, principal analyst, AI in marketing and commerce da Emarketer; Ivan Fernandes, consultor estratégico internacional; e Hermann Vaske, diretor de cinema, autor e produtor. Elliot, da Emarketer, na terça-feira, 29, questiona se IA tem deixado o marketing e a publicidade entediantes.

Relatórios da Emarketer revelam que as ferramentas de IA são usadas por profissionais de marketing principalmente para tarefas de menor risco, que predomina a crença de que a tecnologia não conseguirá novos pensamentos capazes de quebrar padrões e que, apesar de os modelos de IA evoluírem em velocidade vertiginosa, as razões pelas quais as pessoas os adotam mudam muito pouco.

Ivan Fernandes aponta que o modelo de ontem não sobrevive à IA de amanhã. O consultor vive em Londres e trabalhou as últimas duas décadas em algumas das maiores holdings do mundo, como Publicis e WPP.

Agora, assessora grupos globais, investidores e líderes de marketing a reconstruir seus negócios com clareza e planejamento e os orienta sobre uma questão central: no que a indústria precisa se transformar na próxima década e qual é o futuro das agências?

Sua resposta incomoda quem ainda aposta em ajustes incrementais. Para ele, o setor está sendo estruturalmente redesenhado pela IA, pela economia de plataformas e por novos modelos operacionais.

O que mata as ideias?

Já o diretor e produtor alemão Vaske pergunta o que tem matado as ideias dentro das organizações. Há quarenta anos, ele faz a mesma pergunta a pessoas como Nelson Mandela, Stephen Hawking, David Bowie, Marina Abramovic e Cate Blanchett.

Premiado em Cannes e no SXSW, Vaske identificou um padrão que se repete em empresas, agências e organizações de todo o mundo: as grandes ideias raramente morrem por falta de talento.

Morrem por medo, por hierarquia, por briefings que protegem o passado em vez de construir o futuro e por cultura que confunde processo com criatividade. O diretor defende que criatividade não é dom, é escolha e que, portanto, qualquer pessoa pode ser criativa.

Também à tarde, outras trilhas compõem o conteúdo do Maximídia, como a nova Creative Talks, com especialistas que abordam temas como música, design, creators e marketing de influência e os contextos desses segmentos na construção de marca e na relação com o consumidor.

Voz dos CEOs

O Papo de CEO, conduzido pelo CEO de Meio & Mensagem, Salles Neto, é a troca com CEOs de grandes marcas. Na quarta-feira, 30, a conversa de Salles é com Mauricio Giamellaro, CEO da Heineken Brasil.

Com mais de 25 anos de carreira, Giamellaro é o primeiro brasileiro a liderar a cervejaria Heineken no País, que é o maior mercado do mundo para a empresa em volume de vendas. Economista com especialização em marketing, está na empresa desde 2012, com papel importante na construção da marca que redefiniu os parâmetros da categoria premium no País.

No palco do Maximídia, o executivo fala sobre como o Brasil influencia os resultados financeiros globais da Heineken e suas estratégias criativas na publicidade. Ainda, compartilha aprendizados fundamentais para ser um líder conectado com seu tempo e como a empresa potencializa resultados por meio do investimento nos talentos. A Heineken, por exemplo, tem diretoria exclusiva para aferir e impactar os índices de felicidade dos colaboradores.

Mais CEOs

Outros CEOS e presidentes de grandes marcas estão presentes no Maximídia. Na terça-feira, 29, Claudia Woods, presidente da BAT Latam South, e Ariel Grunkraut, CEO da Kraft Heinz Brasil, falam sobre o que muda quando o líder do negócio entende de marca.

Ambos já foram CMOs de grandes empresas, construíram suas carreiras nas áreas de marketing e, agora, debatem como protegem o investimento em marca quando a pressão aperta, como explicam o valor da comunicação para conselhos céticos e o que mudou na forma de pensar marketing desde que saíram da cadeira de CMO para a de CEO.

Também na terça, 29, Daniela Gontijo, country general manager da Louis Vuitton para América do Sul, e Erh Ray, fundador e chairman da BETC Havas, abordam desejo, acesso e distinção: os novos códigos da moda e do luxo.

Ambos debatem como as marcas de moda e luxo constroem narrativas que buscam a essência que as torna únicas, como essas marcas recalibram seus modelos de comunicação para manter o desejo vivo num ambiente de hiperexposição, como preservam a aura da exclusividade sem abrir mão da relevância cultural e o que a publicidade e o marketing podem aprender com um setor que sempre soube que vende muito mais do que produto.