Mídia

Assinatura recorde da Netflix alivia tensão com tech giants

Mercado se surpreende com quase 7 milhões de novos clientes, em período que investidores enfrentam dificuldades com empresas de tecnologia

i 17 de outubro de 2018 - 12h07

*Do Advertising Age

Os investidores em tecnologia dos Estados Unidos têm olhado para a Netflix para dar uma pausa na guerra que vêm travando. Os resultados da empresa têm sido observados com ainda mais cuidado após o anúncio, nessa terça-feira, 16, de seu balanço trimestral.

Foi uma das primeiras grandes companhias a divulgar resultados do terceiro trimestre, e foi o melhor desempenho entre as empresas chamadas de Faang (Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google) em 2018. Também tem significado especial diante dos desafios que essas gigantes tecnológicas tem enfrentado nos últimos meses.

 

Reed Hastings, CEO da Netflix (Crédito: Gabriel Aponte/GettyImages)

“As tendências da Netflix, seja acima ou abaixo das expectativas, vão dar o tom”, afirmou, em nota, Rob Sanderson, analista da MKM Partners. A empresa conquistou cerca de 7 milhões de assinantes globais no trimestre passado, 1,8 milhão acima da expectativa de mercado. Foram 1,1 milhão de novos clientes nos EUA e 5,9 milhões fora do país, ambas acima do projetado, chegando ao total de 137 milhões de assinantes mundo afora. Dessa forma, a Netflix se redime das baixas no trimestre anterior, quando suas ações tiveram a pior queda em um dia em dois anos.

Desta vez, seu preço está em alta acumulada de 77% no ano, tendo disparado 14% no pregão do after-market e chegou a puxar as ações da Faang em 1%. A Netflix ainda não recuperou sua alta histórica de julho, mas o movimento é favorável. E boa parte dos números divulgados a investidores e stakeholders superaram a estimativa de mercado. Somente receita foi de acordo com o esperado, em US$ 4 bilhões de receitas

Apesar das boas notícias, a companhia segue com despesas altas. Ela ainda está no vermelho, com prejuízo de US$ 859 milhões no trimestre, quando descontados do fluxo de receita as operações, aquisições e investimentos. Quase o dobro do mesmo período no ano anterior, quando o déficit foi de US$ 465 bilhões. A empresa espera que esse número fique entre US$ 3 e US$ 4 bilhões ao do ano.

Para operar no azul, o crescimento na base de assinantes segue sendo essencial. Para o quarto trimestre, analistas estão antecipando um aumento de 1,64 milhão de assinantes nos EUA e 5,54 milhões internacionais.

*Com Bloomberg News, Business Insider e Reuters