Como a Fifa utilizará IA para impulsionar experiência do fã?
Entidade máxima do futebol firmou uma parceria com a Globant para redesenhar sua estratégia de engajamento

Fifa quer aprimorar o relacionamento com o torcedor (Crédito: Reprodução)
A Federação Internacional de Futebol Associação (Fifa) fechou uma parceria com Globant para redesenhar a sua estratégia de engajamento com os torcedores.
Para isso, entidade e empresa utilizarão a tecnologia AI Pods do Glob.AI com o objetivo de aprender, através da base de dados de usuários, como gerar experiências direcionadas ao torcedor ao longo de todo o ano.
Desse modo, a entidade máxima do futebol focará em fortalecer o Fifa ID, que será o ponto de conexão com cada perfil, transformar o site em um hub personalizado, além de evoluir seu aplicativo como uma plataforma única e personalizável.
Cada um desses pontos será impulsionado pelo uso de inteligência artificial que estarão direcionadas em oferecer serviços personalizados.
O Glob.AI contará com agentes de IA supervisionados por pessoas e o conteúdo gerado por esses tokens será protegido em um cofre proprietário.
Fifa foca em tecnologia
Embora o acordo com a Globant seja uma novidade para o relacionamento com o fã de esporte, esse não é o primeiro movimento da Fifa com foco no uso de tecnologia para aprimorar a experiência do futebol.
Durante essa edição da Copa do Mundo, a entidade apresentou o Fifa AI Pro, um assistente desenvolvido em parceria com a Lenovo para democratizar o acesso à análise de dados.
O sistema era responsável por orquestrar múltiplos agentes, processando mais de duas mil métricas. A principal diferença entre a solução criada para a Copa e outros modelos generativos convencionais é o uso do histórico de dados da Fifa.
Em entrevista ao Meio e Mensagem, a diretora de marketing da Lenovo no Brasil, Eliane Andreu, contou que que o projeto envolveu um exercício de cocriação para resolver problemas reais do evento.
“A tecnologia precisa ser uma aliada invisível que cuida da logística e da complexidade para que a Fifa e os torcedores possam focar apenas na emoção do jogo”, aponta.
Futebol mais tecnológico
O período de Copa do Mundo também demonstrou que a tendência é que o futebol se torne cada vez mais tecnológico. Esses recursos já coabitam com o esporte há algum tempo, seja por meio das câmeras de alta precisão, que permitem captar movimentos e jogadas com precisão, ou pelo VAR, que possibilita análises mais precisas e ajustadas.
A evolução é contínua, ampliando a aplicação de inteligência artificial para auxiliar o esquema tático de clubes.
O Google, que é um dos patrocinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), apresentou esse ano duas novidades relacionadas à intersecção entre inteligência artificial e o esporte mais popular do País.
Uma delas faz parte desse patrocínio que, por meio do Google Cloud, planeja unificar um sistema padrão e preditivo, capaz de auxiliar a Confederação e suas comissões técnicas a tomar melhores decisões dentro de campo.
Neste caso, a ideia é ajudar técnicos e preparadores a ganharem tempo, cruzando dados sobre informações de saúde de cada jogador, características táticas, estilo de jogo dos adversários, peculiaridades dos campos para, sob uma única plataforma de IA, para conseguir obter dados mais precisos a respeito, por exemplo, de escalação e da condição dos jogadores.
A segunda foi a chegada oficial ao Brasil do TactiAI, uma plataforma capaz de desenvolver análises de dados, em tempo real, que sejam úteis para prever a criação de jogadas com até 8 segundos de antecedência.
O Palmeiras é o primeiro clube de todo o mundo a utilizar o TactiAI com a bola rolando. Antes, o programa, que foi desenvolvido pelo Google DeepMind, já trabalhou com clubes europeus, como o Liverpool, da Inglaterra, mas apenas para análise de dados em jogadas com a bola parada.
