Disney já vendeu todos os intervalos do Super Bowl 2027
Empresa já negociou com 58 marcas, que veicularão seus comerciais nos intervalos da decisão da NFL, nos Estados Unidos, em fevereiro do próximo ano

(Crédito: Getty Images)
Com informações do Ad Age
O Super Bowl 61, que acontecerá em fevereiro de 2027, ainda está longe de ter seu confronto definido. Ainda assim, a Disney já conseguiu vender todos os espaços de publicidade dos intervalos comerciais do jogo, que será transmitido nos Estados Unidos por seus canais ESPN e ABC.
Durante teleconferência de apresentação dos resultados financeiros, realizada nessa quarta-feira, 5, a gigante de mídia e entretenimento anunciou que a grande decisão do futebol americano foi um sucesso de vendas e antecipou que o volume total dos acordos aumentou em dois dígitos em relação ao ano anterior.
Ainda sobre o Super Bowl, a Disney informou que já negociou com 58 marcas, que garantiram espaço para estarem presentes no Super Bowl 2027. Desse total, nove serão estreantes no evento, que costuma ser o mais assistido da televisão dos Estados Unidos.
Inicialmente, a Disney pediu cerca de US$ 10 milhões aos anunciantes que desejavam veicular um comercial de 30 segundos no intervalo do Super Bowl. As negociações deslancharam, no entanto, quando a empresa abaixou um pouco os preços, negociando os espaços comerciais por valores que variaram de US$ 8 milhões a US$ 9 milhões.
Lucro e negócios
O lucro da Disney no terceiro trimestre fiscal da companhia superou as estimativas do mercado financeiro, tendo sido impulsionado, sobretudo, pela receita crescente da divisão de entretenimento e pela resiliência dos parques temáticos da Califórnia e Flórida.
Na divisão de entretenimento, liderada por Alan Bergman, e que abriga o estúdio de cinema e o serviço de streaming Disney+, o lucro cresceu 64%, impulsionado pelas assinaturas e também pelos negócios de vídeo online.
Esse desempenho ajudou a compensar um trimestre misto em termos de bilheterias, que teve sucessos estrondosos, como O Diabo Veste Prada 2 e Toy Story 5, mas algumas decepções, como Star Wars: O Mandaloriano e Grogu, que teve público abaixo do esperado.
O trimestre atual também será impactado pelo desempenho do remake em live-action de Moana vindo abaixo das expectativas, alertou a Disney, bem como por um ambiente publicitário mais fraco do que o esperado para as plataformas de streaming nos Estados Unidos.
Em teleconferência com investidores, Josh D’Amaro, CEO da The Walt Disney Company, disse que a empresa não consideraria sair de seu negócio de streaming em favor de licenciar seu conteúdo para terceiros e, em vez disso, se comprometerá a evoluir o Disney+ para um hub de produtos licenciados, jogos e experiências, ao lado de filmes e programas de TV, a partir do segundo semestre de 2027.
“Nós licenciamos algum conteúdo para terceiros hoje, mas sair do direct-to-consumer para licenciar exclusivamente provavelmente levaria a posições estratégicas e financeiras inferiores para nossa empresa e nossos acionistas”, disse D’Amaro. Ele também contou que a empresa também está explorando a possibilidade de um produto de streaming gratuito.
A Disney também confirmou que estava vendendo sua participação de 50% na A+E Global Media para a parceira de joint-venture Hearst Communications Inc. por US$ 1,2 bilhão e disse que realocaria os recursos para a compra de ações adicionais, elevando sua recompra total no ano fiscal de 2026 para US$ 9 bilhões.
A empresa espera um lucro operacional total de US$ 4,9 bilhões no quarto trimestre fiscal, aproximadamente em linha com as expectativas dos analistas. A Disney também disse que estava altamente focada em reduzir custos, por meio do corte de empregos e outras despesas administrativas, e está no “meio do caminho” desse processo.
A partir do primeiro trimestre fiscal de 2027, a Disney moverá seu negócio de produtos de consumo, liderado por Lisa Baldzicki, da divisão de experiências para a divisão de entretenimento, para que possa trabalhar mais de perto com os estúdios da empresa.
