Gazeta muda de fase e se posiciona como hub de conteúdo
Emissora de TV quer deixar para trás imagem de “velha” por meio da distribuição multiplataforma de conteúdo e nova apresentação gráfica

Da esq. para a dir.: Caio Pamphilo, diretor de marketing; Marcio Linhares, superintendente Gazeta FM; Juliana Algañaraz, superintendente da Gazeta; Alipio Lineira, presidente da Fundação Cásper Líbero, Maria Cristina de Paula Abreu, superintendente geral, e o VP comercial da Fundação Cásper Líbero, Cláudio Corrêa (Crédito: Divulgação)
Uma pesquisa de mercado realizada ao longo do ano passado sinalizou que existe, por parte do público, um forte carinho pela marca da TV Gazeta, emissora pertencente à Fundação Cásper Líbero, em São Paulo. Porém, junto com essa relação afetiva, havia a percepção de que a emissora está “velha”, com estética e conteúdo condizentes com a década de 1990.
Quem conta isso é a superintendente da Gazeta Televisão, Juliana Algañaraz, que assumiu o cargo em setembro de 2025, com a missão de ajudar a reformular a atuação do veículo.
Parte desse projeto de reformulação começa a ser apresentado hoje, quando a TV Gazeta exibe seu novo pacote gráfico e identidade visual. A nova marca é inspirara no primeiro logo da história da emissora, porém, com uma nova paleta de cores.
Junto à mudança da marca, a emissora também reformulou o cenário de suas atrações, a fim de oferecer um layout mais moderno e maior profundidade.
“Essa transformação visual estende-se também ao elenco, com mudanças de visual e figurino dos apresentadores para transmitir uma imagem mais leve, dinâmica e conectada com o tempo atual”, conta Juliana.
Hub de Conteúdo
As renovações visuais acompanhar um reposicionamento dos veículos da Fundação Cásper Líbero. Ancoradas na TV Gazeta, as marcas da casa passam a se posicionar como um grande hub de conteúdo, que compreende, também, as rádios, plataformas digitais e experiências.
A superintendente conta que, além da linguagem, o posicionamento como hub visa garantir que o conteúdo esteja disponível onde o público estiver, seja na TV aberta, no YouTube, no Instagram e no TikTok.
Em relação à programação, o público notará uma mudança na imagem e cenários dos programas, que ganharão um ritmo mais ágil, com foco em contar histórias.
O Mulheres, um dos mais tradicionais programas da grade, por exemplo, passa a ter a apresentação de Gloria Vanique e com uma culinária dedicada a momentos especiais.
O jornalismo ganhará reforço, com a estreia do telejornal GNews, na faixa das 13h e a renovação do Jornal da Gazeta, com Joana Treptow na bancada. A TV Gazeta ainda terá o novo Fofoca Aí, que vai ao ar das 14h às 15h30.
Em um segundo momento, antecipa Juliana, a renovação visual e de conteúdo será integrada à tecnologia de produção, com o uso de iPhones 17 para reportagens de rua, visando facilitar a criação de cortes verticais e versões exclusivas para o ambiente digital.
“A emissora já investe em parcerias com marcas nativas digitais e prepara sua infraestrutura para a transição definitiva para a TV 3.0 até 2027. Além disso, teremos a transmissão de eventos esportivos, que logo serão anunciados”, promete a superintendente.
Mudanças comerciais
As mudanças na identidade visual e programação também terão impacto na área de negócios da Gazeta. A partir de agora, o veículo passa a se apresentar ao mercado sem a ideia de venda isolada de espaços na TV ou no rádio e sim como um hub multiplataforma.
“Estamos convidando os anunciantes para serem cocriadores de experiências, e não apenas patrocinadores de intervalos. Estamos indo até os grandes players para apresentar esse novo formato. O mercado vai sentir a diferença na entrega, na criatividade e, principalmente, na relevância”, revela Cláudio Corrêa, vice-presidente comercial da Fundação Cásper Líbero.
Como exemplo dessa lógica comercial que já vem sendo alterada na empresa, o executivo cita que, no passado, a tradicional escadaria da Gazeta, localizada na avenida Paulista, foi palco de eventos de marcas como Red Bull, Samsung, Oppo, Shell e Sprite, criando assim, outra fonte de negócios.
Nesse ecossistema, cita Corrêa, ainda são considerados alguns eventos, como a Corrida Internacional de São Silvestre, a mais tradicional prova de rua da América Latina, e a própria estrutura da Faculdade Cásper Libero.
