APOSTAS

Nas redes sociais, 49,7% das reações são contra bets no Brasil

Levantamento da Felton analisou dados de 50 mil comentários; 17,9% são favoráveis e 32,4% neutros

i 25 de setembro de 2026 - 18h06

Na manhã desta sexta-feira, 25, em Recife, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que deve assinar nesta tarde uma Medida Provisória para proibir a atuação de plataformas de apostas e jogos online no Brasil. O anúncio está previsto para acontecer nas próximas horas, em um evento na sede do Ministério da Fazenda, em São Paulo.

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(Crédito: Saulo Ferreira Angelo – Shutterstock)

Na noite da quarta-feira, 23, em evento realizado com artistas no Rio de Janeiro, Lula já havia prometido colocar fim à presença das empresas do segmento no País. O setor de apostas, por meio de um comunicado conjunto, assinado por nove entidades setoriais, se posicionou pedindo diálogo ao Poder Executivo e o Congresso Nacional.

O documento também listou o que seriam consequências imediatas a uma proibição do mercado de apostas no País, citando a migração dos consumidores para o mercado ilegal de apostas, a perda de tributos e dos repasses previstos em lei, a insegurança jurídica e possíveis demissões na cadeia ligada ao setor.

Na iminência de um anúncio por parte do Governo e diante das reações, a plataforma de inteligência de audiência Felton analisou dados de mais de 20 canais e 50 mil comentários dos últimos sete dias para entender como o público reagiu a uma possível proibição bets no País.

De acordo com o estudo, nas redes sociais, 49,7% das reações da audiência foram contra a presença das bets. Outros 17,9% se posicionaram de maneira favorável e 32,4% têm tom neutro. Os millenials dominam as reações, tanto favoráveis às bets (63,4%) quanto contrárias (72,3%).

No conteúdo, entre as 10 hashtags mais usadas, quatro são contra as bets. São elas: #fimdasbetsjá, #fimdasbets, #pelofimdasbets, #forabets. As outras seis são relacionadas a campanha política, sem posição sobre as bets.

Entre os assuntos relacionados e justificativas, o que mais aparece é a política. Incoerência e eleitoralismo são citados em 11,1% dos comentários; voto e disputa eleitoral em 6,7%; futebol, clubes e patrocínio 5,7%; impostos e economia 4,9%; lavagem de dinheiro e crime 4,2%; e dívidas e perda de dinheiro 4,1%.