Conexão Austin

From my heart

Na terceira ida ao SXSW, troco o FOMO por uma jornada guiada por curiosidade, cultura e conexões reais

Fernanda Massa

Diretora de Negócios do GDB 11 de março de 2026 - 17h40

Este texto, por mais démodé que seja, foi feito 100% pela autora e não utilizou agente de AI. E por isso o título “from my heart”. Sou extremamente a favor da facilidade e ajuda que os agentes de AI trazem para nossas vidas e trabalho, mas decidi fazer no free style desta vez.

Pelo terceiro ano consecutivo, venho para Austin e, nesta edição, vou me permitir viver experiências novas. Trilhar feature sessions com novos personagens, como Lucy Blakiston de “Shit You Should Care About”, estar presente em shows de artistas que amo (quando ia conseguir ver Jack Johnson e Alanis na mesma semana!!), assistir pré-estreias no Paramount Theater como “Corrida dos Bichos” de Fernando Meirelles e curtir a cidade na sua essência Weird and Fun!

Desta vez, não podemos correr para o Convention Center como a ideia de “o que faço agora!?”. O centro está no chão, literalmente. Então, espero que seja um festival ainda mais fluido e mais vivo. As ativações de marca outdoor terão mais força e também vou sair do óbvio e rodar mais pela cidade para conhecer a “German Haus” e a Casa de Minas, por exemplo.  

E sobre o conteúdo…

A inteligência artificial continua no centro das discussões, como já vinha acontecendo nas últimas edições. Mas, agora, o foco parece ir além. Temas como “a economia da atenção”, “reconstrução da confiança digital” e o movimento de “desistência inteligente” começam a ganhar mais espaço em meio à sobrecarga de informações que somos expostos diariamente.

Essa mudança de perspectiva me lembra um ponto que explorei aqui no SXSW no ano passado: a necessidade de “des-descobrir”. Em um ambiente cada vez mais saturado de estímulos, talvez a inovação mais poderosa seja justamente a capacidade de simplificar, ouvir e reconstruir relações de confiança. Confiança no conteúdo, nas plataformas e na qualidade da informação.

A busca por atenção tem a ver com “curadoria”.  A audiência, mesmo que com zilhões de opções, escolhe o que quer ver, ouvir, consumir… 

E fazendo uma metáfora com o festival, o FOMO desta vez vira LET IT GO.  Sem cerimônias espero fazer uma jornada “from my heart” e dando a devida atenção para conexões verdadeiras.

Para fechar, quando temos Steven Spielberg e sua trajetória no cinema, como uma das principais atrações do festival, me parece um recado de que precisamos voltar para temas que tocam essencialmente nossa emoção e geram atenção de verdade.