Women to Watch

Metade das brasileiras não vê avanço em equidade nas empresas

Levantamento da Catho mostra que presença feminina na liderança cresce, mas trabalhadoras não percebem mudanças reais na cultura corporativa

i 6 de março de 2026 - 12h02

(Crédito: Shutterstock)

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Mesmo com o aumento de mulheres em cargos de liderança nas empresas brasileiras, a percepção de compromisso real com a equidade de gênero ainda é limitada. É o que mostra uma nova pesquisa da Catho.

Segundo o levantamento, 68% das profissionais afirmam que há mulheres em posições de liderança nas empresas onde trabalham. No entanto, apenas 48% acreditam que essas lideranças estão de fato comprometidas com a promoção da equidade de gênero.

Os dados revelam um descompasso entre representatividade e transformação cultural. Embora a presença feminina em cargos estratégicos venha crescendo, muitas trabalhadoras ainda não percebem mudanças concretas no ambiente corporativo.

Entre as entrevistadas, 29% afirmam que as lideranças de suas empresas não demonstram compromisso com o tema, enquanto 22% dizem não conseguir identificar esse engajamento na prática. Para especialistas, isso indica que o avanço na ocupação de cargos de decisão por mulheres ainda não se traduz, necessariamente, em políticas estruturais voltadas à igualdade de oportunidades.

De acordo com Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora da Catho, a diferença entre presença feminina e mudança cultural é um dos principais desafios da agenda de diversidade nas empresas. “Nos últimos anos, houve avanços importantes na representatividade feminina em posições de liderança e isso é fundamental para ampliar perspectivas dentro das empresas. Mas os dados mostram que ainda existe uma distância entre a presença de mulheres nestes cargos a construção de uma cultura corporativa verdadeiramente comprometida com a equidade”, afirma.

Segundo a executiva, ampliar a participação feminina no topo das organizações é um passo importante, mas não suficiente para promover mudanças estruturais. A transformação cultural depende da adoção de metas, políticas e práticas que garantam igualdade de oportunidades para todas as profissionais.

“A presença feminina em cargos estratégicos abre portas e amplia o debate, mas a transformação real acontece quando esse tema passa a fazer parte da estratégia da empresa, com metas, políticas e práticas que garantam igualdade de oportunidades para todas as profissionais”, explica.