Paixonite aguda

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Paixonite aguda

Quando temos paixão pelo o que fazemos, temos a missão de deixar nossas escolhas vivas, e isso nos ajuda a conviver com as mudanças que ocorrem dia após dia


26 de abril de 2019 - 11h52

 

(crédito: Pixabay)

A vida é uma verdadeira escol(h)a e, diariamente, nos pegamos pensando em algo do passado ou tentando entender o que vem pela frente. Se tornou rotineiro pessoas me procurarem para falar sobre diversos assuntos, carreira, trabalho, cursos, relacionamentos. Algo em comum acontece durante ou quando nos despedimos. Todos querem entender se estou feliz com as escolhas que eu fiz, ou melhor, faço diariamente. Minha resposta é simples e objetiva: Paixão.

Como diz a música “Alô Paixão” da Banda Eva, uma clássica canção eternizada na voz da minha querida Ivete Sangado, “De amor explode a paixão, meu coração”. A paixão sempre foi e sempre será a peça certa para que a engrenagem da minha vida não perca seu propósito. Quando temos paixão pelo o que fazemos, temos a missão de deixar nossas escolhas vivas, e isso nos ajuda a conviver com as mudanças que ocorrem dia após dia e assim partimos para a ação. A ação de aprender a desaprender, e reaprender, estando aberto a pensar. Tudo isso para manter a nossa paixão viva e acesa.

Venho acompanhando, muito de perto, grandes angústias de amigos, parceiros, clientes e pessoas próximas sobre o futuro da comunicação, o fim dos meios, o avanço da tecnologia, a dificuldade em conseguir bons resultados em suas estratégias de mídia e, muitas vezes, se teremos mercado para continuar atuando. O meu lado racional me conforta em estar de coração e mente abertos para reaprender sobre a paixão que carrego comigo.

Tive o prazer de fazer um curso de datilografia, depois o do pacote office, tentar o uso da internet discada, os relacionamentos nas salas de bate papo, o esquecimento do número do telefone fixo de casa, o bug do ano 2000, o boom do Titanic e Matrix, depois a vida exposta em uma rede social, o grande reality show, a busca por um celular, a mordida da maçã tecnológica, a tecnologia disponível independente de gênero, classe social, idade ou região, e recentemente, novas possibilidades de consumo e interação entre público e marcas. Passa um filme na minha cabeça, mas paro e penso: eu me adaptei a tantas mudanças para deixar a minha paixão viva. Paixão em conseguir fazer essa ligação entre o mundo das pessoas, o mundo das marcas e o mundo dos pontos de contato. E o mais legal disso tudo é que minha paixão tem relação com gente e gente é muito bom de lidar. Afinal, também somos humanos.

De uma coisa estou claro: conhecer as pessoas e estar com elas faz a sua paixão se manter viva. A tecnologia sempre foi presente e somos capazes de realizar as adaptações necessárias.

*Crédito da foto no topo: Reprodução 

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