O que há por trás da parceria entre a OpenAI e Novo Nordisk
Farmacêutica integrará ferramentas de IA da companhia para acelerar pesquisa e desenvolvimento de medicamentos
A Novo Nordisk anunciou nesta terça-feira, 14, que firmou uma aliança estratégica com a OpenAI.
Com o acordo, a farmacêutica dinamarquesa prevê a capacitação de talentos em inteligência artificial (IA) globalmente, e tem a ambição de se posicionar na vanguarda da transformação da tecnologia no campo da saúde.

(Crédito: Andrija Ivanovic/Shutterstock e Mehaniq/Shutterstock)
As aplicações de soluções sofisticadas de IA na área incluem a análise de conjunto de dados complexos, identificação de candidatos a medicamentos promissores e até mesmo a redução do tempo necessário para realizar a transição da pesquisa para os pacientes, indica o comunicado.
Hoje, farmacêuticas podem levar mais de 10 anos para desenvolver um medicamento ou vacina e nem todos chegam, de fato, à etapa de comercialização.
Os recursos da dona do ChatGPT também serão aplicados à cadeia de suprimentos, processos fabris e operações de distribuição e corporativas. A parceria terá início com programas piloto em pesquisa e desenvolvimento, e a fabricante do Wegovy e Ozempic prevê que a integração esteja completa até o final do ano.
Em nota à imprensa, Mike Doustdar, presidente e CEO da Novo Nordisk, afirma: “Integrar IA em nosso trabalho diário nos dá a capacidade de analisar conjuntos de dados em uma escala antes impossível, identificar padrões que não conseguíamos enxergar e testar hipóteses mais rapidamente do que nunca. Isso significa descobrir novas terapias e levá-las ao mercado mais rápido do que nunca”.
Já Sam Altman, CEO da OpenAI, corrobora que a colaboração auxiliará na aceleração de descobertas científicas, bem como na operação forma mais inteligente em âmbito global e a redefinição do futuro do atendimento ao paciente.
O anúncio acontece em meio à corrida do setor pela liderança em “canetas emagrecedoras” e as inovações neste mercado, especialmente frente à norte-americana Eli Lilly, responsável pela fabricação do Mounjaro. A concorrente foi a primeira farmacêutica a atingir valor de US$ 1 trilhão.
No início de abril, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) aprovou o segundo comprimido de GLP-1 para a perda de peso, o Fundayo, da Eli Lilly. No ano passado, o órgão já havia aprovado a versão em comprimido do Wegovy, da Novo Nordisk.
Já em janeiro, o grupo farmacêutico dinamarquês chegou a pedir a autorização da Anvisa para a liberação da versão oral do medicamento no Brasil.
