Working Title transforma collabs em estratégia de marca
Processo criativo prioriza afinidade entre parceiros para criar produtos, experiências e relações duradouras

Collabs da Working Title com a Disney e Fila (Créditos: Divulgação)
Criada em São Paulo em 2018, a Working Title começou como uma loja de moda, com curadoria de marcas internacionais e brasileiras. No portfólio, estão nomes como And Wander, Patta, Rhude e Satisfy, algumas delas disponíveis no Brasil exclusivamente no espaço físico.
“Nascemos com a ideia de ser mais do que uma loja. Hoje, buscamos nos posicionar como uma plataforma de moda contemporânea, com um ponto de vista muito próprio, conectando marcas, criadores, cultura e comunidade”, destaca Thiago Paes, fundador e diretor criativo.
Ao longo dos anos, porém, a marca passou a desenvolver também lançamentos exclusivos, experiências e collabs com empresas de diferentes segmentos. McDonald’s, Heinz, Disney, Beck’s, Fila e Veja estão entre os parceiros, ao lado de Carnan, Piet, ÖUS, John John e Mind7.
“Tenho cada vez mais interesse nesses encontros inesperados. Moda, esporte, música, design, gastronomia, entretenimento: existem muitos territórios que podem se conectar à Working Title”, afirma Paes, cuja empresa foi recentemente selecionada pela Business of Fashion (BoF) para integrar a lista das melhores lojas independentes de moda do mundo, que reúne operações de 24 países e considera critérios como curadoria, experiência do cliente e relacionamento com a indústria.
Por trás das collabs
A Working Title considera a afinidade entre os universos das empresas, mas também avalia o tamanho e o alcance das marcas, sem que esses fatores determinem a parceria. O foco está no que os dois lados podem criar juntos e que não fariam separadamente, do conceito ao produto e à experiência.
“Não queremos transformar a outra marca em nós, nem simplesmente colocar dois logos no mesmo produto. O mais interessante é quando você consegue olhar para o resultado e reconhecer claramente as duas marcas, mas ao mesmo tempo percebe que surgiu uma terceira linguagem daquela união”, explica o diretor.

Collabs da Working Title com o McDonald’s e Mind7 (Créditos: Divulgação)
“Cada marca traz consigo um público, uma linguagem e um repertório, e uma boa parceria cria uma ponte entre esses universos. Mas, para mim, não é simplesmente uma questão de alcance. É sobre alcançar as pessoas certas e construir relevância com elas”, afirma Paes.
Para o executivo, a parceria também precisa gerar impacto para o negócio, seja pelo desenvolvimento de produtos ou pela construção de relações de longo prazo.
“No final, acredito que uma boa collab precisa ter três coisas: relevância cultural, verdade criativa e impacto para o negócio. Quando essas três dimensões se encontram, a colaboração deixa de ser apenas uma parceria entre duas marcas e passa a construir algo maior para as duas marcas”, conclui.
