Mídia

Boninho e seus planos para a Casa do Patrão

Programa estreou nesta segunda-feira, 27, e marca o primeiro trabalho do diretor para a Record

i 28 de abril de 2026 - 6h03

Boninho investe em novo formato de reality na Record (Crédito: ANTONIO-CHAHESTIAN)

Boninho investe em novo formato de reality na Record (Crédito: ANTONIO-CHAHESTIAN)

Nesta segunda-feira, 27, a Record, juntamente com o Disney+, estreou seu reality show Casa do Patrão.

A emissora aproveitou o final do Big Brother Brasil, ocorrido na semana passada e que ocupa a grade da Globo durante os três primeiros meses do ano, para estrear seu novo formato e oferecer o segmento aos brasileiros.

A atração conta com participantes anônimos que enfrentarão os desafios da convivência ao longo do confinamento.

Idealizado por José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, a intenção da empresa de mídia, dessa vez, é impulsionar o jogo, que pode chegar a até R$ 2 milhões de reais em prêmios.

Durante coletiva realizada na última quinta-feira, 23, na instalação que sedia o reality em Itapecerica da Serra, São Paulo, o diretor chegou a afirmar que “matou os adms”.

De fato, isso singifica que os jogadores terão acesso ao celular duas vezes por dia para gravar mensagens e alimentar suas redes sociais de dentro para fora, de forma a manter controle sobre seu próprio conteúdo.

Contudo, se quiserem mais de duas postagens por dia, terão que pagar.

“Os participantes estão felizes, por que agora a voz é deles, vão poder postar o que pensam”, disse Boninho.

A Casa do Patrão vai ao ar todos os dias na Record, sob ocomando de Leandro Hassum, e tem oito câmeras disponíveis no streaming Disney +, com conteúdo ao vivo 24 horas.

Para a produção, a estratégia de Boninho é trabalhar como em uma obra aberta bastante comum em novelas.

A ideia, portanto, é que a comunidade tenha participação direta nas decisões que são tomadas para incrementar a dinâmica do reality, sem influenciar diretamente o que acontece no confinamento.

Carreira pós-Globo

Embora essa não seja sua estreia em realities após a saída da Globo, em 2024, Casa do Patrão marca a primeira aparição de Boninho em reality da Record.

O diretor já participou do desenvolvimento do The Voice, que também foi parceria entre o Grupo Disney e o SBT e teve Thiago Leifert como apresentador.

Na ocasião, a empresa de conteúdo afirmou que visava se posicionar a como a casa dos reality shows no Brasil e por isso escalou Boninho em proposta de investimento em conteúdo de não-ficção como chamariz para audiência exposta a uma infinidade de conteúdo oferecido por diferentes plataformas.

“Trazer o Boninho significa ter um olhar de longo prazo para a produção local e para o reality show, embasado em muita estratégia”, afirmou Giselle Ghinsberg, diretora de ad sales & partnerships da The Walt Disney Company.

Boninho e a conexão com marcas e audiência

Ao Meio & Mensagem, o idealizador do reality explicou como pretende se conectar com as marcas e espectadores com esse novo formato:

Meio & Mensagem – Como foi a concepção do reality?
Boninho Posso dizer que a concepção de Casa do Patrão durou 60 anos, já que desde os cinco eu vejo televisão. Mas lógico que toda a experiência que tenho em reality faz com que eu me dedique a pensar nesses formatos.

A ideia de ter um patrão e trampo, de dividir a casa no meio, de colocar funções de trabalho para grupo, é algo que eu queria acrescentar.

A convivência já é muito bacana, mas tem uma pimenta aí, é uma experiência que vai fazer com que eles estejam uma hora como patrão e em outro momento no trampo. É mais do que o reality de convivência, é um reality de experiência.

M&M – Qual é o maior desafio para atrair o público para um reality novo, sobre o qual ainda não se conhece a dinâmica e o estilo?

Boninho – O primeiro desafio que vem de um produto novo é fazer com que as pessoas entendam o projeto.

Tanto é que, nesta primeira semana, vamos contar aos poucos o que vai acontecer, porque não adianta contar tudo no primeiro dia, falar porque o cara não vai memorizar, ele tem que começar a acostumar.

Vamos deixar o público em casa confortável com os acontecimentos.

Eles vão entender que na quinta-feira é a eliminação, que na sexta-feira tem o VAR e assim por diante. E os espectadores vão conversar comigo o tempo todo, seja através do X, no Instagram, no TikTok.

Estou aberto o tempo todo para ouvir a os comentários de todo mundo.

Marcas nas dinâmicas

M&M – Como incluirá as marcas nessas dinâmicas?

Boninho – Vou aproveitar o conceito de ter uma collab, já que, principalmente na TV aberta, são esses caras que levam o entretenimento para o público. É de graça, porque eles acreditam no projeto e eu só acredito nisso quando temos uma sinergia.

A parte do dinheiro, por exemplo, já estava desenvolvida, mas quando conversamos com PicPay ganhou um outro layer. Eu gosto de entregar diversão, apesar determos que entregar alguma informação.

O nosso trabalho é feito a seis mãos, com cliente, produção e agência. A ideia é que tudo saia de uma forma que as pessoas entendam. O conceito que vamos levar é de fluidez.

M&M – Como tem aproveitado a sua imagem, que já é conhecida no mercado, para ajudar na captação das marcas?

Boninho – Eu não sou um vendedor, sou um colaborador com as marcas que estão ali. É uma troca que temos com todo mundo para entregar isso, para ter uma credibilidade para que eles fiquem felizes.

É um pouco do DNA que conheço, passei pela publicidade, trabalhei com merchandising, então entendo isso e consigo adequar e será uma obra aberta para eles também o tempo todo.