fusões e aquisições

Paramount obtém aprovação para aquisição da WBD

O DOJ, da administraçãoTrump, aprovou a compra da Warner pela Paramount Skydance no valor de US$ 111 bilhões

i 15 de junho de 2026 - 13h02

O Departamento de Justiça (DOJ) dos EUA, sob a administração Trump, aprovou a aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) pela Paramount Skydance.

O negócio, no valor de US$ 111 bilhões, equivale, nesta segunda, 15, a R$ 560 bilhões.

Segundo o DOJ, “não é provável que a transação resulte em prejuízo à concorrência ou aos consumidores americanos, inclusive no que diz respeito a streaming de vídeo sob demanda, televisão linear e desenvolvimento, produção ou distribuição de filmes pelos estúdios para exibição nos cinemas.

De fato, juntos, os serviços de streaming Paramount+ e HBO Max, da WBD, chegam a quase 300 milhões de usuários globais.

A compra da WBD pela Paramount ocorreu m 27 de fevereiro, há pouco mais de três meses, portanto.

“Agradecemos pela análise minuciosa do DOJ sobre essa transação, assim como pelo trabalho das outras agências que concluíram suas revisões e forneceram autorização até o momento”, disse um porta-voz da Paramount.

Assim, por parte do governo Trump, pelo DOJ, o obstáculo antitruste foi superado pela Paramount.

Contudo, procuradores-gerais estaduais da Califórnia, Nova York e quase mais uma dúzia de outros estados ainda consideram mover processo antitruste para frear o que se tornaria um mega estúdio quando a fusão entre Paramount e WBD se concretizar.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, reiterou que a fusão “não está fechada.”

Paramount e WBD: conclusão até setembro

Ainda assim, o CEO da Paramount, David Ellison, e sua equipe de gestão prometeram fechar o acordo com a WBD até 30 de setembro.

Se isso não acontecer, contudo, a Paramount se compromete a pagar aos acionistas uma “taxa de contato” de vários milhões de dólares por dia.

Nos últimos dias, reguladores do Reino Unido e da Europa sinalizaram seus planos de analisar a transação mais de perto.

A divulgação da aprovação pelo DOJ aconteceu no mesmo dia em que a Paramount e o Ultimate Fighting Championship (UFC), com quem a Paramount tem acordo de US$ 7,7 bilhões, foram positivamente surpreendidos quando um juiz federal anulou processo de última hora para impedir um evento do UFC na Casa Branca neste domingo, 14.

Na verdade, a série de lutas de artes marciais mistas, com transmissão ao vivo pelo Paramount+, ocorreu dentro da Casa Branca para comemorar o aniversário de 80 anos de Donald Trump.

Crítica dos democratas

A senadora democrata Elizabeth Warren, uma das críticas mais veementes ao acordo, classificou a aprovação do DOJ como “uma péssima notícia para todos os americanos que não querem que bilionários alinhados a Trump controlem o que assistem e quanto pagam” e disse que os procuradores-gerais estaduais devem intervir.

“O acordo entre a Paramount e a WDB cheira a corrupção e tráfico de influência. Os procuradores-gerais estaduais devem bloquear essa fusão”, afirmou, em postagem em rede social.

Posição do Reino Unido

Além das reações internas nos EUA, no exterior, o acordo enfrenta obstáculos com os reguladores do Reino Unido.

Na semana passada, o órgão regulador da concorrência do Reino Unido, a Competition and Markets Authority, (CMA ou Autoridade de Concorrência e Mercados), iniciou investigação sobre a proposta de aquisição da WBD pela Paramount.

O prazo dessa investigação deve se encerrar em 7 de agosto

Além disso, a despeito de a Austrália ter aprovado recentemente o acordo, há outras iniciativas antitruste em andamento na União Europeia.

A investigação da Fase 1 da União Europeia está em andamento, com prazo para 7 de julho.

Especialistas preveem que investigação de Fase 2 pode acontecer.

Comissão Europeia

Separadamente, a Comissão Europeia examina o acordo sob os termos do Regulamento de Subsídios Estrangeiros e decidirá, até 14 de julho, se o aprova ou abre investigação completa.

Na verdade, a aprovação do DOJ era esperada, razão pela qual muitos opositores da transação miraram os procuradores-gerais estaduais.

Ainda assim, a decisão do DOJ de aprovar pode impactar um desafio legal estadual, já que os juízes podem questionar por que a transação é problemática em nível estadual, mas não o é para as autoridades federais.