Visto para influencers: como é a exigência dos EUA na Copa?
Criadores estrangeiros com visto de turista não podem monetizar conteúdo produzido no país, diz governo Trump

Influenciadores estrangeiros que acompanham a Copa nos Estados Unidos não podem monetizar conteúdo produzido no país com visto de turista (Créditos: Erman Gunes/Shutterstock)
O governo dos Estados Unidos alertou que influenciadores estrangeiros que acompanham a Copa do Mundo da Fifa 2026 no país não poderão monetizar conteúdos produzidos durante a viagem caso tenha entrado no país com visto de turista.
Das 104 partidas previstas para a Copa, 78 ocorrem em cidades americanas, como Los Angeles, Miami, Nova York/Nova Jersey e São Francisco.
A orientação alcança criadores que registram o Mundial para plataformas como YouTube, TikTok, Instagram e Facebook, especialmente em casos de publicidade, parcerias comerciais, contratos com marcas ou monetização dos canais.
Segundo nota conjunta da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) e do Departamento de Segurança Interna enviada ao jornal El País, a produção de conteúdo com objetivo de gerar receita durante a estadia é considerada trabalho e exige visto adequado.
O comunicado afirma que pessoas admitidas por programas de visitação violam as condições de entrada quando recebem renda de fontes americanas.
Diferença entre os vistos
O visto de turista B-2 permite a entrada nos Estados Unidos para viagens de lazer, férias, visitas familiares e tratamento médico.
A categoria, no entanto, não autoriza atividades profissionais nem o recebimento de renda por trabalhos realizados no país.
O descumprimento das regras pode levar ao cancelamento do visto, deportação e restrições para futuras entradas em território americano.
Para criadores que pretendem atuar profissionalmente nos território, as autoridades indicam a necessidade de uma categoria de visto compatível com a atividade.
Uma das opções citadas é o O-1, destinado a pessoas com habilidades consideradas extraordinárias em áreas como artes, esportes, ciência, educação e negócios.
Dependendo do caso, esse tipo de visto pode permitir campanhas publicitárias, contratos de patrocínio, ações promocionais e produção comercial de conteúdo.
Conteúdo sob análise
Segundo o El País, fontes ligadas ao governo Trump afirmam que a fiscalização será reforçada em aeroportos e postos de fronteira durante a Copa. Ao jornal, uma fonte disse que a medida busca proteger empregos americanos.
O jornal espanhol também informa que publicações feitas pelos próprios influenciadores nas redes sociais podem ser usadas pelas autoridades como evidência.
Vídeos sobre obtenção de visto, chegada aos Estados Unidos, gravações no país, bastidores e parcerias comerciais podem indicar que a viagem tem finalidade profissional, e não apenas turística.