transmissões esportivas

SportyNet aposta em futebol regional para crescer

Com escritório ampliado em São Paulo, plataforma quer ganhar escala em produção e transmissões

i 25 de junho de 2026 - 6h03

Em 2026, a SportyNet assumiu a transmissão da Série C do Campeonato Brasileiro, da Copa do Nordeste, Copa Verde e Copa Sul-Sudeste, além da Série B que já fazia parte de seu conteúdo (Créditos: Divulgação)

Este ano, a SportyNet assumiu a transmissão da Série C do Campeonato Brasileiro, da Copa do Nordeste, Copa Verde e Copa Sul-Sudeste, além da Série B que já fazia parte de seu conteúdo (Crédito: Divulgação)

A CazéTV e a GE TV, da Globo, se consolidaram como referências das transmissões esportivas no ambiente digital.

É nesse mercado disputado, portanto, que a SportyNet tenta construir seu espaço.

A operação tem origem no Nosso Futebol, canal do YouTube criado em 2023.

Em maio do ano passado, contudo, o canal foi adquirido e passou a operar sob a marca SportyNet.

Agora, a empresa quer ampliar a presença com mais transmissões e relação mais próxima com comunidades de torcedores.

“A ideia não é ser engravatada e séria, mas também não vamos trazer descontração contínua. Queremos estar mais próximos do público, com leveza, mas com reconhecimento”, diz Júlia Rossi, diretora de negócios e estratégia da SportyNet.

Direitos fora do eixo principal

A emissora, de fato, está presente em operadoras como Claro TV+, Vivo TV+ e Sky, além das transmissões no YouTube com a Série B, Série C e regionais, como Copa do Nordeste, Copa Centro-Oeste, Copa Norte e Copa Sul-Sudeste.

Segundo a executiva, há espaço para crescer em competições com torcedores engajados, mas que nem sempre tiveram presença nas transmissões nacionais.

“Antes, existia um déficit de representação de muitos desses campeonatos. Se a Globo não produzia, ninguém mais produzia e ninguém mais transmitia”, afirma.

O desafio agora, diz, é transformar essa presença em continuidade, já que muitos acordos locais e regionais ainda são fechados ano a ano.

Essa atuação em competições regionais também traz desafios.

Assim, parte dos jogos acontece em estádios com estrutura limitada, o que exige rede de fornecedores locais para viabilizar as transmissões.

“Muitos estádios não têm WiFi ou estrutura básica para isso. Por isso, começamos a criar rede com parceiros locais para entregar conteúdo de qualidade”, diz Júlia.

A estratégia passa pela estrutura editorial, com a combinação de um grupo fixo de talentos e vozes ligadas aos campeonatos e às torcidas locais.

Entre os primeiros nomes contratados, estão Cássio Barco, ex-Globo, que lidera a área de conteúdo e produção, e os narradores Luiz Alano, ex-CazéTV, e Leandro Mamute, ex-TNT Sports.

Já na área comercial, Lucas Santos, com passagens por ESPN, Abril e Telefônica, é o responsável pelo desenvolvimento de projetos especiais com marcas.

Um dos principais patrocinadores, de fato, é a Sportingbet.

Produção e expansão

Fora do Brasil, a plataforma transmite campeonatos como Bundesliga, Campeonato Mexicano, Série B Italiana, Coppa Italia, Supercopa Italiana, Copa da França e Ligue 2.

Para o período pós-Copa do Mundo, a empresa fechou pacote de amistosos de clubes europeus, com partidas de equipes como Liverpool, Tottenham, Chelsea e Milan.

Para essa fase, a empresa inaugurou escritório em São Paulo, com estúdio, cabines de narração e estrutura técnica de recebimento de sinal.

A operação terá, ainda, área voltada à produção de conteúdo digital e aplicativo que deve reunir transmissões, notícias, informações técnicas dos jogos e recursos de interação.

“Nosso objetivo é trazer o público para a conversa, antes, durante e depois do jogo. A ideia não é ser só um canal que a pessoa liga para assistir à partida e depois desliga”, projeta Júlia.