Exemplos inspiradores
Líderes transformadores mesclam empreendedorismo que contamina positivamente os negócios e influência que estimula equipes, fornecedores e clientes da indústria de comunicação, marketing e mídia
Houve um tempo em que liderar era uma função estritamente autocrática, entendida mais como posição de comando e controle solitários, com centralização das decisões no chefe. Até hoje, a frase “manda quem pode e obedece quem tem juízo” aparece aqui ou ali — geralmente para caracterizar um estilo corporativo arcaico, onde hierarquia e submissão valem mais do que diálogo e escuta; ou sistemas de trabalho focados somente no aumento da produtividade, mas sem preocupação com saúde mental, espaços para a inovação e alta rotatividade de mão de obra.
Com a sociedade e os mercados em ebulição provocada pela evolução tecnológica e por novos comportamentos, a demanda corporativa mudou em muitas grandes empresas e, mais especificamente, no cerne de sobrevivência da indústria de comunicação, marketing e mídia, obrigada a adotar novos códigos e posturas. Estilos de lideranças mais democráticos, com maior colaboração e empatia entre profissionais e dirigentes, abriram espaço para decisões compartilhadas e estímulo ao trabalho mais engajado de equipes que dependem de motivação e criatividade, e precisam vencer — juntos — desafios como os de tensão e instabilidades intrínsecos a muitos setores.
No contexto mais recente da indústria, com a entrada no mercado de trabalho de novas gerações que guiam suas vidas corporativas por bem-estar e propósito, são ainda mais valorizados os líderes transformadores, capazes de mesclar empreendedorismo que contamina positivamente os negócios e influência que inspira equipes, fornecedores e clientes.
A busca por profissionais que representem essa premissa move a confecção da lista de Game Changers, publicada pela segunda vez por Meio & Mensagem. O objetivo se mantém o mesmo que norteou o lançamento da iniciativa, em 2022: apontar profissionais que, com suas ações e posturas, quebram paradigmas, causam impacto positivo sobre os negócios, contribuem com a modernização das empresas e suas práticas, provocam a cadeia produtiva a pensar e agir diferente e, assim, tornam a inovação possível e impulsionam o mercado ao seu próximo nível de crescimento.
O Game Changers não é um ranking e tampouco uma compilação de melhores, é uma lista de exemplos. E, evidentemente, há outras lideranças tentando transformar a indústria além das 18 nomeadas nesta edição (há entre elas um trio). A definição seguiu critérios editoriais: os jornalistas da redação de Meio & Mensagem se mobilizaram para coletar sugestões de suas fontes, fazer checagens no conteúdo publicado nos últimos anos e avaliar as indicações feitas pelos assinantes membros do Círculo Liderança, benefício exclusivo do plano de assinaturas corporativas de Meio & Mensagem, que também são chamados a participarem de indicações para o Caboré e o Women to Watch Homenagem. A sondagem realizada de 30 de março e 20 de abril, gerou uma lista inicial com mais de 300 nomes — o que mostra que a indústria tem muitos exemplos de pessoas que tentam transformá-la de dentro, usam suas vozes para impactar mudanças culturais e se dedicam a iniciativas inovadoras que influenciam o mercado.
Bastante variada, a lista de Game Changers é integrada por três lideranças de marketing de empresas anunciantes (Daniel Wakswaser, Juliana Roschel e Renata Gomide), dois de veículos de mídia (Casimiro Miguel e Manzar Feres), quatro de agências de publicidade (Carol Buzetto, Filipe Bartholomeu, Gabriela Onofre e Rodolfo Medina), três da área de marketing de influência (Felca, Inaiara Florêncio e Ricardo Silvestre), dois do mercado de produção (Konrad Dantas e o trio Youth, formado por Eduardo Lubiazi, João Machado e Yuri Maranhão), dois de fornecedores de serviços de marketing (Clariza Rosa e Gian Martinez) e dois de empreendimentos com forte apelo social (Carmela Borst e Thiago Trindade).
Como sempre ocorre quando o jornalismo constrói listas, não há aqui a pretensão de atingir consenso, mas, sim, a de inspirar a indústria a prosseguir em empreitadas transformadoras que poderão lhe garantir um futuro mais saudável.