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GenAI: o contexto venceu as keywords

A IA generativa se consolida como uma aliada estratégica para o brand safety, ao possibilitar um entendimento mais profundo do contexto em que os anúncios são exibidos

André Dylewski

Diretor de desenvolvimento de negócios Latam na RTB House 23 de junho de 2026 - 6h00

Em um cenário cada vez mais complexo e competitivo, a IA generativa surge como um dos principais vetores de transformação das estratégias de mídia, especialmente em um ano marcado por eventos de grande escala como a Copa do Mundo e as eleições. Com o aumento no volume de dados e a fragmentação da jornada do consumidor, torna-se insuficiente depender de abordagens tradicionais de mídia baseadas apenas em palavras-chaves. O novo desafio passa a ser compreender intenção, contexto e comportamento em tempo real – e é exatamente nesse ponto que os algoritmos de IA generativa ganham protagonismo.

Diferentemente dos modelos tradicionais, a IA generativa é capaz de interpretar a semântica dos conteúdos e o contexto em que o usuário está inserido, indo além da simples correspondência de termos.

Aliado a algoritmos de Deep Learning, isso permite identificar sinais mais sutis sobre interesses, momento de jornada e até expectativas relacionadas à experiência de compra. Na prática, significa que os anúncios deixam de ser exibidos apenas com base no “o quê” o usuário consome e passam a considerar também o “por quê” e “em qual contexto” aquela interação acontece, elevando significativamente a relevância das campanhas.

Esse nível de sofisticação se traduz diretamente em performance. Campanhas baseadas em IA generativa podem alcançar taxas de engajamento até 44% superiores em comparação a abordagens tradicionais. Isso acontece porque a entrega de mídia passa a ser orientada por uma leitura mais precisa da intenção do usuário, permitindo que as mensagens sejam exibidas em ambientes e momentos mais adequados.
Junto ao ponto anterior, a IA generativa se consolida como uma aliada estratégica para o brand safety, ao possibilitar um entendimento mais profundo do contexto em que os anúncios são exibidos.

Diferentemente de abordagens tradicionais, que se baseiam em listas de exclusão ou palavras-chave, os algoritmos conseguem interpretar nuances semânticas, tom de conteúdo e até possíveis associações negativas, assegurando que a comunicação da marca esteja inserida em ambientes alinhados aos seus valores e posicionamento.

Na prática, isso não apenas reduz riscos reputacionais, como também potencializa a eficácia das campanhas, ao conectar mensagens publicitárias a contextos mais apropriados e coerentes. Dessa forma, o anúncio passa a ser exibido de forma mais natural e orgânica, alinhado ao conteúdo que está sendo consumido e, portanto, fazendo parte da experiência do usuário. Estudo da IAS Integral Ad Science, uma das principais empresas de monitoramento e verificação de mídia, indica que anúncios contextualizados ao conteúdo consumido geram 4x mais lembrança de marca e aumentam em 14% a intenção de compra quando comparados a anúncios exibidos em contextos aleatórios. Ou seja, contexto importa.

Em um ano de alta competitividade e múltiplos picos de demanda como o de 2026, a capacidade de interpretar contexto e antecipar intenções deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade estratégica. A IA generativa não apenas melhora métricas de curto prazo, como engajamento e clique, mas também contribui para uma construção mais consistente de marca e relacionamento com o consumidor. Marcas que souberem integrar essa tecnologia às suas estratégias de mídia estarão mais bem posicionadas para transformar dados em vantagem competitiva — e relevância em resultados concretos.