Conexão Austin

O bom mesmo aqui não é se encontrar, é se perder

Está acontecendo uma homenagem linda da vida comigo

James Feeler

Fundador e Diretor Criativo Musical da Jamute 13 de março de 2026 - 17h04

Venho since 2010 a esse festival, que o gênio Dudu Marote me apresentou naquele ano. Não se ouvia muito português nas ruas, não tinha a turma da publicidade, marketing, fintechs e outras techs brasileiras — ou eu não as conhecia na época.

Quem já vinha era o saudoso Guilherme Gomide e o Kawisiki com sua lista afiada de bandas alternativas escolhidas a ouvido.

Na época quem nos enchia de orgulho era a Copacabana Club, da qual eu vi uns três shows estilo tiete, dessa banda brasileira que marcou essa época com a incrível e carismática Camila Cornelsen nos vocais. Nesse ano vi o The XX na Presbyterian Church — agora imagine The XX tocando na reverberação de uma igreja: icônico, memorável, inesquecível.

E para um cara sinestésico como eu, ficou ecoando e fica até os tempos de hoje como uma referência de personalidade máxima e composição original uterina, origem de um som. Depois disso, incontáveis histórias que vêm conduzindo minha vida e formando minha biblioteca de música, inovação e pessoas a quem eu faço reverência até hoje quando encontro, pela conexão maravilhosa em conversas e situações únicas que me mudaram para melhor como ser humano.

Esse ano chego diferente, chego como Speaker. Que loucura é essa — isso é uma homenagem linda da vida comigo.

Agradecimentos eternos ao Felipe Cardoso dos Reis, que me convidou para ser speaker da mostra oficial do SXSW 2026 na Casa Minas, junto com o já brother tecladista de uma das bandas mais importantes do pop brasileiro, o incrível Henrique Portugal, do Skank, que chega com um conteúdo muito importante para debatermos sobre música por AI. Vai ser um painel animal.

Quando achei que já estava bom, Renato Grau me convida para ser Trender em Música da sua Missão SXSW 2026, com nomes que sempre fui muito fã. E como se ainda não fosse suficiente, me convidou para tocar com Roberto Shinyashiki (socorro), Marcel Nobre e outros faixas pretas da inteligência brasileira no happy hour dia 15/03.

Que ano, meus consagrados. Eu sempre abracei esse festival que o meu mestre guru Dudu me indicou há 16 anos, e agora ele me abraça carinhosamente. Busquei dentro das minhas sensações como se chama isso e encontrei. Se chama realização e gratidão.