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Posso me apaixonar pela minha IA?

Esther Perel discute relações com IA e os impactos na intimidade humana

Christiano Bock

Vice-Presidente de Atendimento na AlmapBBDO 15 de março de 2026 - 13h04

Esther Perel é uma psicoterapeuta belga, radicada nos Estados Unidos, especialista em relacionamentos humanos. Além de atender seus pacientes, ela tem um podcast chamado Where Should We Begin?, no qual recebe casais anônimos e discute temas ligados aos seus relacionamentos.

Em 2025, ela trouxe o tema “Intimidade Artificial”, mostrando que muitos casais, mesmo estando juntos, permanecem conectados aos seus próprios mundos dentro dos celulares, criando uma falsa sensação de intimidade.

Este ano, Esther e o diretor de Her, Spike Jonze, discutiram as semelhanças entre a história do filme ( lançado em 2013), e casos reais que acontecem em 2026.

Como grande parte das discussões por aqui tem a Inteligência Artificial como pano de fundo, ela trouxe ao palco a história de um paciente apaixonado pela sua “IA” e os dilemas que isso levanta sobre o que é real e o que não é.

Com a solidão sendo considerada uma epidemia global, uma companhia, por mais virtual que seja, que te entende, te dá atenção, te elogia e está sempre disponível pode parecer ajudar de alguma forma.

Na opinião da psicoterapeuta, não. Para ela, seu paciente está tendo um relacionamento profundo com um programa desenvolvido por uma empresa cujo objetivo é lucrar com o engajamento. E isso pode acabar reconfigurando o que esperamos de um ser humano e trazendo consequências imprevisíveis para a vida real.

No final do dia, nunca estivemos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão sozinhos.