Conexão Austin

Retorno à essência e o legado de Austin 2026

Embora mediado por tecnologias exponenciais, foi um festival profundamente humanista

Rodrigo Tavares

Advisor & Fractional CX na IN Digital 19 de março de 2026 - 17h17

Desembarco no Brasil com a convicção de que o futuro do trabalho passou por uma re-arquitetura definitiva. Se nos anos anteriores a ansiedade girava em torno do que a inteligência artificial iria substituir, em 2026 a resposta de Austin foi que a tecnologia tornou a execução barata e abundante, o que elevou drasticamente o valor do julgamento, da curadoria e da intenção humana.

Saímos da era dos “operadores de tarefas” para entrarmos na era dos “arquitetos de impacto”.

Uma das maiores satisfações desta jornada foi perceber que, quanto mais avançamos na automação, mais as “habilidades do ser” se tornam as nossas verdadeiras hard skills.

Discutimos o Mattering (a necessidade vital de nos sentirmos importantes e úteis) como uma variável crítica de retenção e governança. Aprendemos que a gentileza não é um conceito abstrato, mas um “hack” biológico de longevidade que protege o capital intelectual das nossas empresas.

O novo código dos negócios requer uma liderança mais fluida, exemplificada pelo modelo de Executive as a Service, e uma gestão que não teme a vulnerabilidade.

Vimos que a saúde, agora focada no Healthspan e na prevenção de precisão, é o que garante que teremos fôlego para pilotar as convergências tecnológicas e sociais que Amy Webb tão bem mapeou.

Retorno entusiasmado ao entender que a tecnologia, ao assumir o peso do operacional, nos devolveu o recurso o tempo para sermos humanos.

O futuro do trabalho que vislumbramos em Austin é um convite à empatia, à escuta ativa e à coragem de sustentar conversas difíceis para construir relações reais.

A tecnologia continuará sendo a base de tudo, mas o design desse novo mundo é, e continuará sendo, uma obra de arte da nossa humanidade.

Obrigado por tudo, Austin. Não me esquecerei tão cedo de você!