Women to Watch

Interesse feminino pela Copa do Mundo se iguala ao masculino

Estudo do Ibope mostra avanço das mulheres no consumo de esportes e aponta tendências às vésperas de grandes eventos esportivos

i 17 de março de 2026 - 15h48

(Crédito: Drazen Zigic/Shutterstock)

(Crédito: Drazen Zigic/Shutterstock)

O interesse das mulheres brasileiras pela Copa do Mundo atingiu seu ponto mais alto e, pela primeira vez, se equiparou ao do público masculino. É o que revela o estudo “Women and Sports 2026”, do Ibope Repucom, que aponta 71% das mulheres conectadas no Brasil que se declaram fãs da competição, um crescimento de 22% em relação a 2014.

O avanço feminino reconfigura o perfil da audiência do principal evento do futebol mundial. Há 12 anos, os homens representavam 55% dos fãs da Copa no Brasil. Hoje, 75% declaram ter interesse pela competição. Com a evolução do índice entre as mulheres, houve um ganho de cinco pontos percentuais na participação feminina frente à masculina, o que equilibrou o jogo entre os gêneros.

Para além do futebol

O movimento não se restringe ao futebol. De acordo com o levantamento, o interesse médio da população brasileira conectada por mais de 30 modalidades esportivas cresceu 19% entre 2020 e 2025. Entre as mulheres, porém, o avanço foi ainda mais expressivo: 25%, mais que o dobro do crescimento registrado entre os homens no mesmo período (12%).

Alguns esportes se destacam nesse cenário de expansão. O skate lidera o crescimento de interesse entre o público feminino, com alta de 49% desde 2020. Na sequência aparecem futebol de areia (+43%), tênis (+36%), futsal (+30%) e o próprio futebol (+28%).

O estudo reúne insights sobre o comportamento feminino em um momento estratégico para a indústria esportiva. O calendário global inclui a Copa do Mundo da Fifa de 2026, a Copa do Mundo Feminina no Brasil, em 2027, e os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Consumo esportivo e publicidade

Segundo Muryel Methner, diretora de negócios do Ibope, o cenário aponta para uma mudança estrutural no consumo esportivo. “O ciclo de grandes eventos que se aproxima tende a ampliar um movimento que já aparece com clareza nos dados: o crescimento do protagonismo feminino no consumo do esporte. As mulheres ocupam uma posição central na audiência dessas competições”, afirma.

Para o mercado publicitário, o avanço traz implicações diretas em estratégia e investimento. Em um ambiente de mídia fragmentado, com múltiplas plataformas e formatos que disputam atenção, entender a jornada de consumo desse público se torna decisivo.

“Se o esporte é um acelerador de resultados, as métricas de performance funcionam como um instrumento fundamental para orientar decisões de investimento e extrair o máximo valor desses ativos”, completa a executiva.

O estudo completo está disponível para download e aprofunda dados sobre preferências, prática de atividade física, consumo de mídia e comportamento de compra das mulheres em torno do universo esportivo.