O que, afinal, é inteligência cognitiva e internet das coisas?

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17 de fevereiro de 2017 - 9h04

Foto: Reprodução

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Internet das Coisas e Inteligência Cognitiva são duas novas formas de se conduzir negócios e empresas. E é sobre essa computação possível, real e acessível que acredito que vamos ouvir falar muito em 2017. Se a interação, a resposta em tempo real e as soluções customizadas estiveram sempre em pauta e foram as grandes preocupações de 2016, certamente teremos um grande aumento no desenvolvimento e na procura por essas tecnologias.

Nos últimos meses, pude acompanhar diversos trabalhos das empresas atuando com a internet das coisas, com a tecnologia de inteligência aumentada e com tudo o que envolve os termos ‘machine learning’, ’deep learning’ e ‘inteligência artificial’. Vacas conectadas, gente falando com robô, terapias cognitivas e manutenção preditiva são provisionadas a partir dessas tecnologias. E o grande aprendizado ao acompanhar esses trabalhos foi poder ver como tudo isso também serve e é possível em empresas de pequeno e médio porte.

Agora, já é possível entender que o trabalho isolado de big data, o CRM manual e as ações de e-mail marketing sem segmentação não mais funcionam isoladamente. E quanto tempo demoramos para perceber isso? Uns cinco, sete anos ou talvez menos?

Aí eu me pergunto: as empresas já estão abertas e prontas para a IoT e para a inteligência cognitiva? Os profissionais sabem lidar com os poderosos sistemas de análise de dados e as plataformas existentes no mercado?

Apenas como referência, no ano passado, o governo brasileiro assinou um acordo de cooperação internacional para o desenvolvimento da Internet das Coisas no país. Subsidiado pelo BNDES e gerido pela McKinsey & Company Brasil, o projeto e estudo técnico custará R$ 17,4 milhões e terá duração de cinco anos, de 2017 a 2022, justamente visando incentivar o desenvolvimento da tecnologia, a aplicabilidade e promovendo impactos sociais que melhorem a eficiência no dia a dia das pessoas.

A estimativa do Gartner – um importante centro americano de pesquisa sobre tecnologia – é que os gastos com a Internet das coisas seja mais de US$ 547 milhões no mundo, até o final do ano que vem e que, até 2020, mais da metade dos novos negócios irão incorporar elementos da internet das coisas.

E por que só se fala nisso? Porque, definitivamente, IoT e Inteligência cognitiva são possivelmente as tecnologias que mais se aproximam do que chamamos de inteligência e estão sendo preparadas para dar uma melhor resposta às necessidades humanas, melhorar as experiências do consumidor moderno, otimizar processos e garantir uma vantagem competitiva nos negócios.

Chatbot, assistentes pessoais e inteligência cognitiva são a evolução do CRM e do Big Data ‘manual’. Valer-se desses recursos para entender as preferências dos consumidores é, de fato, uma atitude inteligente. As pessoas e as empresas estão falando com máquinas que raciocinam como humanos (e quando não melhor). Os assistentes pessoais de computador já leem as suas preferências melhor que sua mãe ou namorada.

Tem app para te ajudar a correr, cozinhar, cuidar de plantas, para monitorar a qualidade do seu sono. Mas você já parou para pensar que todos eles vêm para atender necessidades, vontades e desejos? Chatbots, IoT e inteligência cognitiva é o agrupamento de tudo isso. E a sua empresa, atende como as necessidades, desejos e vontades do seu consumidor?

Quantos passos uma vaca dá?

Você sabia que uma fazenda também pode ser uma empresa de análise de dados? Ao mensurar a quantidade de passos de uma vaca, um fazendeiro japonês conseguiu aumentar em 70% a eficiência do cruzamento de seu gado.

A partir da instalação de um pedômetro no animal, foi possível descobrir a data precisa do cio do gado, que dura, em média, entre 12 e 18 horas, sempre no período noturno e a cada 21 dias. No período pré-cio, o animal anda mais que o normal (quantidade de passos, em laranja, na figura), e é possível verificar o melhor horário para a fertilização, além da probabilidade de fecundação de macho e fêmea, de acordo com o horário do cruzamento dos animais.

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Tudo isso é muito incrível de fato, entretanto é fundamental entender que este novo universo não será nada sem a interface humana. Ter infinitas possibilidades de respostas não é melhor do que a capacidade de fazer as perguntas corretas.

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