Comunicação

Depois de Santeria e Aurora, FSB Holding lança a Ark

Sob a liderança de Mariana Ricciardi, terceira produtora audiovisual da holding focará em entretenimento

i 9 de março de 2026 - 9h00

A FSB Holding apresenta nesta segunda-feira, 9, a Ark Entertainment, mais uma produtora que reforça a atuação da companhia de relações públicas no audiovisual.

Diferente dos dois últimos lançamentos, produtoras voltadas para a publicidade, a Ark tem modelo de negócios baseado em propriedade intelectual (PI) e no desenvolvimento de produções artísticas com impacto cultural e ambição global, ocupando territórios como TV, cinema e streaming.

Mariana Ricciardi

Mariana Ricciardi está à frente da Ark Entertainment, terceira produtora da FSB Holding (Crédito: Divulgação)

A operação com modelo de estúdio será liderada por Mariana Ricciardi, responsável por produções como Minha Irmã e Eu, Infância Clandestina e a série Impuros.

“A Ark é uma produtora que nasce com entoação. Tem uma governança muito clara entre a produtora audiovisual, o estúdio de conteúdo e o ecossistema da FSB Holding”, diz a head de operação e produção da Ark.

O lançamento de um negócio voltado ao entretenimento é justificado pelo bom momento do setor. A Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2025–2029, da PwC, aponta que o segmento vivenciará um salto de 35% em bilheteria total no Brasil, se considerado o período de 2024 a 2029, alcançando US$ 641 milhões.

A partir de capital 100% proprietário, o modelo Powered by FSB Holding permitirá que a Ark nasça com a premissa de um estúdio independente, mas com o suporte institucional, jurídico e financeiro do grupo nos bastidores.

A modalidade, explica Diego Ruiz, sócio da FSB Holding, fornece a liberdade necessária para focar na criação de propriedades intelectuais originais e atrair os melhores talentos do mercado, garantindo que cada braço do grupo ocupe um espaço vocacional claro e sem sobreposições.

“Passamos a oferecer soluções de conteúdo original e retenção de Propriedade Intelectual, algo que a publicidade tradicional não alcança com a mesma perenidade”, aponta Ruiz.

No primeiro ano de operação, a projeção é de estruturar um Fundo de Financiamento da Indústria Cinematográfica (Funcine) de R$ 50 milhões. A nova produtora da holding chega com mais de dez projetos em diferentes etapas de desenvolvimento, entre eles coproduções internacionais com Espanha, Uruguai, Argentina e Chile.

Fazer parte da FSB Holding significa oportunidade de acesso direto e indireto aos 450 clientes privados da companhia. Mariana não descarta o contato com a publicidade, dentro de fora do grupo, inserindo as marcas de forma integrada à arte nas produções.

“Queremos falar com as grandes empresas em um nível em que possamos levar solução, narrativa artística, de produto, comercial e de alcance”, diz. “Jamais sacrificaremos o artístico pelo comercial. Ao contrário, usaremos os atores, o roteiro, a direção, para dar luz ao grupo e à marca. Com isso trazemos novas narrativas, construção de marca e longevidade”.

Todo o trabalho da Ark Entertainment será guiado pela sensibilidade da curadoria ao conceito de futurologia, por meio de metodologia baseado em métricas, estudos comportamentais, do cenário sociopolítico e cultural. Em uma indústria que oscila de acordo com o termômetro global, Mariana salienta o pilar de tendências, sobretudo diante da execução demorada das produções audiovisuais.

Aposta no audiovisual

O início das operações da Ark acontecem um mês após o lançamento da Aurora, produtora voltada para publicidade e branded content. Também originada a partir de capital 100% proprietário, tem o sócio-fundador Pedro Giomi na liderança. A FSB Holding ingressou no audiovisual por meio da aquisição minoritária da Santería, em junho do ano passado.

A chegada da Ark Entertainment já estava nos planos da holding para este ano. A holding considera a abertura de mais uma produtora voltada para a publicidade e projeta receita de R$ 100 milhões no setor audiovisual ainda em 2026.

Hoje, o portfólio do grupo é composto por: FSB Comunicação, Loures Consultoria e Giusti Creative PR, em relações públicas; Jotacom e Calia, voltadas para a publicidade e digital; Seta, especializada em relações institucionais e governamentais; Beon, braço de ESG; Nexus, para pesquisa e inteligência de dados; Deck, de influência reputacional; Involv, voltada a comunicação interna e marca empregadora; Bússola, plataforma de conteúdo; Santeria, Aurora e Ark no campo do audiovisual.,