Marketing esportivo

Com um ano de operação, Valiant pretende ir além do esporte

Com clientes como Adidas, Heineken, Gatorade e Pepsi, agência reforça frentes como live marketing e branding

i 5 de novembro de 2026 - 6h20

Valiant participou do lançamento da Trionda, bola da Copa, no Brasil (Crédito: Divulgação)

Valiant participou do lançamento da Trionda, bola da Copa, no Brasil (Crédito: Divulgação)

Completando um ano de operação, a Valiant, spin-off da EA, nasceu ancorada na frente de marketing esportivo, mas com a proposta de exercer um trabalho full service para atender às diferentes necessidades de seus clientes.

Com uma carteira com nomes como didas, Heineken, Gatorade e Pepsi, a empresa registrou crescimento superior a 40% desde o início de sua operação.

De acordo com Caio Thomaz, CEO da agência, isso se deve a um projeto planejado ao longo de anos, com o propósito de ir além de sua especialidade mais conhecida e desenvolver trabalhos voltados para os segmentos de live marketing, promoção e branding. “Vamos nos sedimentando. O nosso desafio é colocar a nossa cultura em prática”, diz.

Exemplo disso foi o lançamento do Adizero EVO SL, da Adidas, que é voltado tanto para performance quando para lifestyle. Na ocasião a agência preparou uma série de iniciativas, dentre elas um desfile dentro de um vagão da CPTM, na estação da Luz, em São Paulo.

“Quando as pessoas querem falar de marketing esportivo e querem englobar a ativação de assets, somos um porto seguro. Mas já ultrapassamos isso. A Adidas é uma marca de produtos para o esporte, mas o que fizemos com essa ação foi ajudar na construção de marca”, comenta Thomaz.

Relevância do mercado de experiências

Ao longo dos anos, especialmente após a pandemia, os principais momentos de relacionamento das marcas com o público passam pela experiência. Para Caio, essa é a ocasião com menor dispersão, em que o anunciante consegue tirar o consumidor da tela do celular e fazer ele viver o que está acontecendo.

Por isso, para a companhia essa é uma frente relevante como algo que vai além do ponto de vendas. Isso pode ser observado em eventos, como festivais de música, e em movimentos esportivos.

Em casos como esse, entender as métricas ajuda na construção de estratégias futuras e em ações específicas. Por isso, a agência foca em avaliar métricas de curto prazo, com KPIs como audiência e alcance bruto, qualidade da interação, conversão e vendas, além de menções e repercussão, e métricas de longo prazo, que avaliam recorrência da retenção de público, indicadores de admiração e consideração.

Mas o executivo reforça a importância de conhecer o público com quem a marca quer conversar, por isso o trabalho de rota é muito importante. Para ele essa é uma das metodologias mais valiosas para uma agência. “Você consegue entender ali o que as pessoas querem sem a ‘maquiagem’ de um questionário e comprovar o motivo pelo qual a pessoa está consumindo daquele jeito”, aponta.

Exemplo disso foi o trabalho da Valiant para Heineken no Rock in Rio. “Ali construímos a presença da marca, como vão entrar as promoções, o preço, ou volume”, comenta.

Relevância na jornada do torcedor

Estar na jornada dos fãs de esporte hoje também é estar presente em aspectos da cultura e lifestyle. Por isso, na Valiant um dos principais investimentos nesse segmento é na construção de uma relação com o torcedor.

Segundo o Caio, o desenvolvimento de um storytelling ajuda na criação de projetos mais relevantes e que impactam diretamente o público desejado. “Temos diversas âncoras para criar relevância, como a paixão do público, as histórias e legados. Essa é a receita para criar um relacionamento bacana”, aponta.

Nesse sentido, o mercado brasileiro já está bem maduro, tendo em vista entregas que acontecem no País já têm qualidade equivalente aos grandes eventos internacionais, de acordo com o executivo.

Não à toa, nomes como National Basketball Association (NBA), com a NBA house, e a National Football League (NFL) têm o Brasil como destino de ações, mesmo que o real ainda seja uma moeda menos valiosa frente a de outros países. “A representatividade é importante, mas não é tão grande. Em termos de engajamento viramos o jogo”, avalia.

A agência foi responsável pelo lançamento da Trionda, bola oficial da Copa do Mundo Fifa, produzida pela Adidas, no Brasil. Na época a companhia criou um Museu a Céu Aberto na avenida Paulista, em São Paulo, utilizando o mobiliário urbano para contar a trajetória da marca no torneio, até chegar na versão atual da bola, além de intervenções artísticas no Rio de Janeiro e o desenvolvimento de conteúdo digital em parceria com influenciadores.