Profissionais LGBT+ têm menor presença nas lideranças
Dados mostram que profissionais do grupo são menos representados entre vagas de estágio e gerência

Presença de profissionais LGBT+ diminui nos cargos mais altos das empresas (Créditos: Nito/Shutterstock)
Segundo o relatório “O placar da diversidade no trabalho”, da Gupy, baseado em mais de 1,5 milhão de admissões realizadas entre 2024 e 2026, de cada 10 profissionais que declaram orientação sexual no momento da admissão, 1 não é heterossexual.
Nos estágios, esse grupo representa 11,56% das admissões. Já nas gerências, o índice cai para 6,24%, uma redução de quase 50%.
Barreiras para pessoas trans
Entre profissionais transgênero contratados, 8 em cada 10 estão concentrados em apenas três funções: operador, auxiliar e analista.
Nos cargos de liderança, a diferença fica mais evidente: apenas 1,88% das contratações transgênero declaradas estão em posições de coordenação, supervisão, gerência, diretoria ou cargo executivo. Entre profissionais cisgênero declarados, o índice é de 4,76%.
Desigualdade regional
Além das barreiras de carreira, o estudo também aponta assimetrias geográficas. No Sudeste, a proporção de vagas afirmativas LGBTQIAPN+ é de 1,77%, mais que o dobro do Centro-Oeste, que registra 0,78%, o menor índice do país. Entre os estados, São Paulo lidera, com 2,37%, enquanto Goiás aparece com 0,53%.
A região Norte se destaca no levantamento. Além de ocupar o segundo lugar em vagas afirmativas, com 1,52%, registra o maior percentual de contratações trans do país, com 5,66%, quase o dobro do Sudeste, que tem 3,73%.