Quais são as empresas dos maiores bilionários do Brasil?
Ranking da Forbes reúne fortunas ligadas a Meta, Safra, Ambev, BTG, Itaú, Boticário e Global Eggs

Forbes divulga quais são os maiores bilionários do Brasil (Créditos: Reprodução)
Meta, Banco Safra, AB InBev, BTG Pactual, Itaú Unibanco e O Boticário estão entre as empresas associadas às dez maiores fortunas brasileiras em 2026. A nova lista de bilionários do País, elaborada pela Forbes, reúne 255 pessoas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão e riqueza combinada de R$ 1,86 trilhão.
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, permanece na liderança pelo quarto ano consecutivo, com patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões. Entre as principais movimentações, Ricardo Faria, da Granja Faria, saltou da 21ª para a décima posição, enquanto Carlos Alberto Sicupira foi o único integrante do top 10 a perder colocações.
No levantamento completo, 151 bilionários aumentaram suas fortunas, 77 perderam patrimônio e 27 mantiveram os valores do ano anterior.
Para calcular as riquezas, a Forbes considera diferentes fontes públicas, com destaque para o valor das ações negociadas em bolsa no fechamento de 30 de junho de 2026. Bens como imóveis, obras de arte, aviões e embarcações não entram na maior parte das estimativas, o que pode fazer com que alguns patrimônios estejam subestimados.
Meta e B Capital: Eduardo Saverin
Na primeira posição, Eduardo Saverin tem patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões. O empresário é um dos fundadores do Facebook e tem sua fortuna associada à Meta, companhia responsável pela plataforma.
A intensificação da concorrência entre empresas de inteligência artificial provocou uma queda de cerca de 16% nas ações da Meta nos 12 meses encerrados em junho de 2026. Com isso, o patrimônio de Saverin recuou 28,2% em comparação com 2025, mas ele permaneceu na liderança.
Saverin também possui a B Capital, empresa de investimentos focada em startups. Em julho, a companhia anunciou a criação do Ascent Fund III, fundo de venture capital que captou US$ 500 milhões para investir em negócios de inteligência artificial, com ênfase nas áreas de saúde e energia da América do Norte e da Ásia.
Banco Safra: Vicky Safra e família
Vicky Safra e família ocupam a segunda colocação, com patrimônio de R$ 130,6 bilhões. A fortuna tem como principal origem o Banco Safra. Viúva do banqueiro Joseph Safra, morto em dezembro de 2020, Vicky herdou cerca de metade do patrimônio do empresário. Os demais herdeiros são os filhos Jacob, Esther, Alberto e David.
No início de 2025, Jacob e David compraram a participação de Esther no banco. Alberto havia se afastado do grupo em 2019 para fundar a gestora ASA. Vicky também lidera a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que patrocina iniciativas nas áreas de saúde, educação e artes.
AB InBev e 3G Capital: Lemann, Max Telles e Sicupira
As empresas AB InBev e 3G Capital estão associadas a três integrantes do top 10. Jorge Paulo Lemann e família aparecem na terceira posição, com patrimônio de R$ 103,5 bilhões; Max Van Hoegaerden Herrmann Telles ocupa o sétimo lugar, com R$ 38,8 bilhões; e Carlos Alberto Sicupira e família estão na nona colocação, com R$ 35,4 bilhões.
Lemann é acionista controlador da AB InBev e também detém participações em conglomerados internacionais, como a Restaurant Brands International, responsável pelas redes Burger King e Tim Hortons.
No Brasil, seu portfólio inclui a São Carlos Empreendimentos, que tem entre seus sócios os filhos do empresário e os herdeiros de Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.
Em maio de 2025, após três anos sem fechar grandes negócios, a 3G Capital comprou a companhia norte-americana de calçados Skechers por cerca de US$ 9,4 bilhões.
Filho mais novo de Marcel Herrmann Telles, Max vem assumindo a participação do pai na AB InBev, maior cervejaria do mundo e proprietária da Ambev. Ele também recebeu outras participações, incluindo uma fatia da São Carlos Empreendimentos.
Já Sicupira teve o patrimônio reduzido em 9,5% e caiu da sexta para a nona posição. Segundo o levantamento, a 3G Capital foi afetada pela crise da Americanas. A participação na AB InBev, porém, vem sustentando a fortuna de seus sócios. Após vender sua fatia na Kraft Heinz, a empresa voltou a realizar uma grande aquisição com a compra da Skechers.
BTG Pactual: André Esteves
André Esteves ocupa a quarta posição, com patrimônio estimado em R$ 66,1 bilhões. Sua fortuna está ligada ao BTG Pactual, instituição financeira da qual é o principal acionista individual.
O banco encerrou 2025 com lucro líquido ajustado recorde de R$ 15,9 bilhões, crescimento de 34,7% em relação ao ano anterior. A valorização de 33% das ações nos 12 meses encerrados em 30 de junho também contribuiu para elevar o patrimônio do empresário em 29,6%.
Esteves entrou no Banco Pactual em 1989 como analista de sistemas, enquanto estudava ciência da computação e matemática na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Quatro anos depois, tornou-se sócio da instituição.
Itaú Unibanco e CBMM: Fernando e Pedro Moreira Salles
Dois integrantes da família Moreira Salles aparecem na sequência do ranking. Fernando Roberto Moreira Salles ocupa a quinta posição, com R$ 50,3 bilhões, enquanto Pedro Moreira Salles está em sexto lugar, com R$ 46,6 bilhões.
As fortunas estão associadas ao Itaú Unibanco e à Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, a CBMM, líder mundial na produção de nióbio.
Fernando é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. Em uma reestruturação realizada em 2022, o empresário comprou parte das participações dos irmãos Walther Júnior e João e passou a deter 50% da companhia.
Pedro também é acionista do banco por meio da E. Johnston. Após a mesma reorganização, ficou com 44% do negócio, enquanto seu filho passou a deter os 6% restantes. A empresa possui cerca de 33% das ações do Itaú.
Pedro é copresidente do conselho de administração do Itaú Unibanco. Em fevereiro deste ano, anunciou sua renúncia à presidência do conselho da Alpargatas, função transferida a João Moreira Salles.
O Boticário: Miguel Krigsner
Fundador de O Boticário, Miguel Krigsner aparece na oitava posição, com patrimônio de R$ 35,7 bilhões. O empresário criou, em 1977, uma farmácia de manipulação que daria origem a O Boticário. Atualmente, a rede controla marcas como Eudora, Quem Disse, Berenice?, Beautybox, Vult e O.U.i.
Ao lado do cunhado e sócio Artur Grynbaum, Krigsner também investiu na Companhia Tradicional de Comércio, responsável por redes de bares e restaurantes como Pirajá, Lanchonete da Cidade e Bráz Pizzaria.
Em 2025, O Boticário registrou vendas ao consumidor de R$ 38,1 bilhões, resultado recorde para a companhia.
Granja Faria e Global Eggs: Ricardo Faria
Ricardo Castellar de Faria completa a lista dos dez maiores bilionários, com patrimônio estimado em R$ 35,1 bilhões. O empresário foi quem mais avançou no ranking, saindo da 21ª colocação em 2025 para a décima posição em 2026, após sua fortuna crescer 79,1%.
Faria é fundador e presidente do conselho da Granja Faria, da Insolo e da RCF Capital. Criada em 2006, a granja é a maior produtora de ovos comerciais, ovos férteis e pintos de um dia no Brasil. A companhia possui 34 unidades produtoras, emprega 2,7 mil funcionários e fornece cerca de 16 milhões de ovos diariamente.
Em 2024, o empresário adquiriu a norte-americana Hillandale Farms por US$ 1,1 bilhão. No ano seguinte, comprou o Grupo Hevo, da Espanha. Em março de 2026, a gestora Warburg Pincus adquiriu uma participação na Global Eggs, elevando o valuation da companhia para US$ 40 bilhões.
