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Setor financeiro é destaque em crescimento, segundo o Kantar BrandZ

Marcas financeiras cresceram acima da média geral de todas as outras integrantes do ranking de 2026

i 25 de agosto de 2026 - 14h34

A edição brasileira de 2026 do Kantar BrandZ, divulgado na segunda-feira, 24, comprova o bom momento do setor financeiro no País. O Itaú encabeça o ranking como a marca mais valiosa do Brasil, seguido pelo Nubank, cujo valor de marca cresceu 162% em relação à listagem de 2024.

O Bradesco integra o top 10 no sexto lugar, com US$ 5,1 bilhões em valor de marca, 18% maior do que há dois anos. A Caixa está na 12° posição a partir de uma valorização de 45%, saltando para US$ 1,74 bilhão. Na última edição, aparecia em 22° lugar.

finanças e varejo

Martin Cena, CEO da Kantar no Brasil, aponta marcas financeiras e varejistas como destaques no Kantar BrandZ 2026 (Crédito: Sepri/Adobe Stock)

O crescimento não fica restrito aos bancos e plataformas de pagamento. Seguradoras como SulAmérica e Porto cresceram 40% e 108%, resultando em US$ 1,73 bilhão e US$ 4,44 bilhões em valores de marca, respectivamente. Entraram no ranking, ainda, Inter (37ª posição), por exercer função não apenas na gestão financeira, mas em compras, networking e diversão; e Stone (40ª posição).

Entre bancos tradicionais e digitais, a quantidade de players evidencia a competitividade aquecida do setor à medida em que os níveis de bancarização se aproximam da saturação, aponta a Kantar. Juntas, as marcas de serviços financeiros que aparecem tanto no ranking deste ano quanto no de 2024 cresceram quase 70% (68,7%) em valor, em comparação com a média de 22% de todas as integrantes da lista de forma geral.

O relatório aponta que não há um padrão claro indicando se os players digitais ou os tradicionais tiveram, no geral, o melhor desempenho. E o resultado do setor se mantém apesar da queda de algumas marcas, caso do Banco do Brasil, quatro posições abaixo do ranking anterior, agora no 19° lugar.

O CEO da Kantar no Brasil, Martin Cena, salienta o crescimento do setor financeiro a nível global, dada a reconquista da confiança de investidores em diversos mercados. A tecnologia tem sido empregada, diz, para democratizar o acesso às marcas, tornando a interação e operações mais claras e, consequentemente, mais atrativas ao consumidor. Localmente, a legislação brasileira viabiliza soluções como o Pix, por exemplo.

Cena atenta, contudo, para o fato de que algumas categorias são mais afetadas do que outras, de acordo com a situação de mercado. Caso do varejo, que vem enfrentando uma crise no Brasil diante das taxas de juros e níveis e endividamento elevados. A alta competitividade do setor cria uma pressão sobre a reconstrução do modelo de negócios, especialmente diante do avanço dos players asiáticos.

Apesar dos impactos econômicos que atravessam as varejistas brasileiras, algumas conseguem se manter na seleção da Kantar devido ao alto efeito do poder que exercem no mercado. A exemplo do Assaí, na 26º posição; Drogasil e Droga Raia, no 27° e 29° lugares, nesta ordem; Magazine Luiza, no 31° lugar; e Casas Bahia, no 44°.

Forte nas regiões Norte e Nordeste, o Grupo Mateus estreia com valor de marca de US$ 342 milhões, enquanto a Vivara entra com US$ 315 milhões. “São negócios de diferentes categorias e que têm uma coisa em comum: definem muito bem seus consumidores e encontraram uma maneira de construir uma conexão com os clientes e seus hábitos”, afirma Cena.

Entre os demais destaques, bebidas alcoólicas, de forma geral, mantêm desempenho relevante, puxadas por Brahma (US$ 6,6 bilhões), graças à criatividade e consistência de ações a nível nacional, especialmente no contexto da Copa do Mundo; e Skol (US$ 4,5 bilhões), ambas da Ambev marcando presença no top 10.

O setor de telecomunicações também se destaca: as concorrentes Vivo e Claro estão na terceira e quinta posições, respectivamente. Mesmo com um declínio de 38% no valor de marca (US$ 657 milhões atualmente) e queda de 11 posições em relação ao BrandZ passado, a Oi ocupa a 36° posição, enquanto Embratel viu uma valorização de 25% (US$ 898 milhões) e subiu seis degraus no ranking.