O desafio de aproximar a Globo ao público jovem
Viridiana Bertolini, gerente de desenvolvimento da emissora, fala sobre as ações envolvendo a marca e as novas gerações incluindo a presença em eventos como Campus Party e ComicCon
O desafio de aproximar a Globo ao público jovem
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BuscarViridiana Bertolini, gerente de desenvolvimento da emissora, fala sobre as ações envolvendo a marca e as novas gerações incluindo a presença em eventos como Campus Party e ComicCon
Luiz Gustavo Pacete
3 de março de 2017 - 11h23
Caixa preta? Impenetrável? Só olha para ela? Essas expressões atribuídas à Globo são desconstruídas com frequência por Viridiana Bertolini, gerente de desenvolvimento institucional da Globo, quando o tema é a capacidade de a emissora dialogar com as novas gerações. Segundo a executiva, a marca Globo vive uma de suas principais mudanças em termos de aproximação a um novo público em um dos momentos mais importantes para que isso ocorra. “O Brasil vive um platô geracional onde temos 51 milhões de jovens, isso nunca mais vai acontecer e o momento mais importante para dialogar com esse público”, diz Viridiana. Em entrevista ao Meio & Mensagem, ela comenta alguns projetos de abertura da emissora para com esse público.
A aproximação
Esse processo de aproximação se intensificou quando decidimos que a Globo Universidade, plataforma que nos conectava com o público jovem era muito focada no meio acadêmico. Isso se manteve, mas ampliamos nossa conversa com o objetivo de evoluir em termos de troca e diálogo com os jovens onde quer que eles estejam seja na academia, na universidade ou na rua. O principal objetivo foi trazer essa escuta ativa para dentro da Globo e utilizar esse frescor para construirmos novas conexões.
Troca de experiências
O principal cuidado nessa troca de experiências é a construção conjunta. Isso inclui chamar essa galera, escutar e trocar experiências e conhecimentos. Nossas áreas respeitam três pilares nessa relação que são escuta, troca e construção. Foi desta forma que conseguimos identificar e trazer para dentro da nossa estrutura discussões tão importantes para as novas gerações como empreendedorismo, inovação e diversidade.
Nichos e tribos
O que temos percebido dessa experiência é que os jovens não estão divididos em tribos. Existe hoje uma mistura fluida de muitas coisas. Um jovem não se define mais por idade e nem por divisões. O que temos certeza é que vivemos um bolsão demográfico que nunca mais teremos, são 51 milhões de jovens e este é o momento certo de dialogar com esse público.
Conservadorismo e tradição
Quando se diz que a Globo só olha para ela, é uma caixa preta impenetrável, são mitos que já não se sustentam. Pelo contrário, o que temos cada vez mais é abertura. Quando trazemos uma youtuber como a Jéssica Tauane para discutir temas de seu cotidiano e do cotidiano do seu público estamos promovendo essa abertura e ocupação. Quando trazemos jovens para discutir com nossos roteiristas e diretores estamos abrindo esse caminho. Temos um caso muito interessante de um jovem chamado Raul Damasceno, do interior do Ceará, ele é fã de novelas e escreveu mais de trinta novelas em um caderno. Quando lançamos a Convocatória Brasil ele foi um escolhido de um grupo de 4 mil inscritos. Além desses dois exemplos, temos vários outros de jovens que passaram a integrar nossas discussões.
O que é a Globo?
Cada vez mais nos vemos como uma marca de produção de conteúdo, que também faz TV. E a principal necessidade aqui é se conectar e ouvir. E se você olhar hoje dadas as repercussões de nossos programas esse diálogo está surtindo efeito. Quem diríamos que viríamos a queima de sutiãs no Amor e Sexo ou a viralização de esquetes do Tá No Ar.
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