NRF

As possibilidades para o retail media

No Brasil, percebo a conversa um pouco mais distante, porém com um caminho aberto para que esta tendência seja explorada na plenitude

Heitor Pontes

Fundador e CEO da Tail Ads 15 de janeiro de 2025 - 15h55

O Retail Mídia continua sendo uma das pautas mais presentes na NRF 2025, entre publicitários e figuras da indústria da comunicação que encontrei por aqui. Estão buscando novidades sobre este assunto que permeia as pautas de conversa entre agências e clientes/anunciantes globais, que vêm se equiparando em muitos países, até mesmo aos limites de investimento entre todos.

Aqui, entre temas relevantes e especiais como impacto da IA em diversas vertentes, sustentabilidade e impacto social/comportamento do consumidor, houve um grande enfoque na grande retomada das lojas físicas no último ano, a importância que redes relevantes estão dando para a ressignificação dos PDVs físicos.

Muitos palestrantes recorreram ao aspecto humano, explicados e detalhados por psicólogos e sociólogos, sobre questões ligadas aos diferenciais de poder proporcionar experiências, explorar as possibilidades sensoriais e emocionais do consumidor.

Trazendo isso para o Retail Mídia, que ganhou relevância e se fortaleceu através das grandes plataformas de e-commerce, a modalidade começou a surgir como força de conexão entre o físico e a comunicação off-site, uma revolução para a indústria da loja física.

Neste ecossistema, quando pensamos em Retail Mídia em ambientes de loja física, a primeira coisa que vem à cabeça são as telas digitais que se proliferaram em lojas e supermercados, misturando um pouco com a lógica do OOH. É claro que a digitalização dos PDVs traz toda a dinâmica do digital.

É fundamental para a expansão do Retail Mídia, porém, formas de comunicação no PDV, além do digital, que promovam a experiência e engajamento do consumidor também são fundamentais na construção deste modelo.

Conseguir captar e efetivar dados de sell-out com dados de comportamento do consumidor estimulado por ações no PDV, na ponta, são mais estratégias para a aplicação omnichannel do processo de comunicação da marca em todas as etapas do funil. (off-site/in-site/in-store).

Para a indústria, direcionar seus recursos de forma cada vez mais assertiva é mandatório.

Para o varejo, além de abrir um novo canal de receita, ferramentas que lhe permitam conhecer cada vez mais seus clientes, construir programas de CRM e relacionamento cada vez mais eficientes.

No Brasil, percebo a conversa um pouco mais distante, porém com um caminho aberto para que esta tendência seja explorada na plenitude.

A convergência entre varejo e mídia está transformando o setor, posicionando o varejo como uma plataforma de mídia que utiliza dados de comportamento do consumidor para oferecer campanhas personalizadas e gerar novas receitas. Essa integração exige alinhamento entre canais físicos e digitais, uso ético e estratégico de dados, além da aplicação de tecnologias como CRM e streaming. No entanto, desafios como a padronização de métricas e a necessidade de mensurar o impacto real das campanhas nas vendas são cruciais para consolidar o modelo. O sucesso desse ecossistema depende de estratégias integradas, métricas consistentes e resultados claros que agreguem valor a marcas e consumidores.